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Estados sugerem que novas regras da Previdência sejam aplicadas a PMs e bombeiros

Em carta, secretários de Fazenda argumentam que categorias representam metade dos déficits nos regimes pró ...



Geral
December 20, 2016


Em carta, secretários de Fazenda argumentam que categorias representam metade dos déficits nos regimes próprios estaduais



Depois de serem excluídos da reforma da Previdência, os policiais militares e os bombeiros podem retornar ao texto e ficar sob a influência de regras mais duras para aposentadoria. É o que sugerem os Estados em carta obtida pelo Broadcast, sistema de informações em tempo real do Grupo Estado.

\Em relação à proposta do governo federal, (os secretários de Fazenda) registram a necessidade de um cuidadoso estudo e discussão antes de sua aprovação, ao tempo que sugerem a aplicação das novas regras a serem instituídas pela reforma previdenciária aos membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, sem exceção\, diz o documento.

A justificativa para a reinclusão das categorias é o fato de que elas representaram quase metade do déficit financeiro dos regimes próprios de previdência (RPPS) estaduais em 2015 - segundo a União, o rombo nos Estados totalizou R$ 60,9 bilhões no ano passado.

A carta, assinada pelo Comitê de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz); é a primeira manifestação pública a favor da inclusão dessas categorias na reforma da Previdência. Com isso, PMs e bombeiros ficariam sujeitos às novas regras de idade mínima e tempo mínimo de contribuição.

As regras gerais preveem idade mínima de 65 anos e tempo mínimo de 25 anos de contribuição. Mas o texto prevê que trabalhadores em condições especiais, que \efetivamente prejudiquem a saúde\, podem contar com uma espécie de desconto nessas regras - de no máximo 10 anos na idade mínima e de 5 anos no tempo mínimo de contribuição.

Em entrevista ao Broadcast na semana passada, o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, disse que, se os Estados quiserem incluir PMs e bombeiros na reforma, a hora para apresentar uma emenda será na comissão especial, que deve ser instalada em fevereiro, conforme acordo de líderes da Câmara dos Deputados. Apesar do apoio dos Estados à inclusão, ainda não está fechado se haverá a apresentação desta emenda. O Rio de Janeiro, que capitaneia os estudos em relação à Previdência, não compareceu à última reunião entre os secretários de Fazenda.

A reportagem apurou que o texto não foi consenso entre os Estados, mas foi aprovado pela maioria. A carta trata ainda de um pedido por posição mais assertiva do governo federal em relação a medidas de curto prazo para ajudar os governadores a fazer frente ao déficit previdenciário previsto já no ano que vem.

\(Os secretários) Manifestam a sua expectativa de que as medidas em estudo para enfrentamento do problema previdenciário possam contemplar, a curto prazo, a elevação de receitas e/ou a realocação de recursos, capazes de mitigar os déficits projetados para o exercício de 2017 e subsequentes, sem prejuízo da adoção de outras inciativas de caráter estruturante e impacto a médio e longo prazo\, diz o documento.





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