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Previdência privada volta a crescer entre os brasileiros

[caption id="attachment_10761" align="alignleft" width="300"] Carine começou ...



Geral
December 8, 2014

[caption id="attachment_10761" align="alignleft" width="300"] Carine começou a investir na previdência privada no ano passado, quando planejava a vinda de Caio - Fabio Rossi / O GLOBO[/caption]

Foi no começo do “projeto bebê” que a fotógrafa autônoma Carine Tiago Marques decidiu que era hora de buscar alguma garantia para o futuro. Enquanto tentava engravidar – seu filho, Caio, tem hoje 6 meses -, a carioca começou a fazer depósitos mensais de R$ 400 num plano VGBL, com débito em conta, para facilitar a vida. – Todos precisam pensar no futuro, mas para os autônomos a preocupação é redobrada. Aos 33 anos, ela ainda não sabe como usará o patrimônio que começou a acumular, mas tem ao menos uma certeza: não quer ser surpreendida pela falta de dinheiro em algumas décadas.

– Venho de uma família que não teve muita preocupação com isso (poupar para o futuro). Minha mãe conta só com o INSS, e meu pai, autônomo, nem com isso – diz a mãe de primeira viagem, que já tem uma nova meta: – Ainda não fiz as contas, mas quero abrir um plano para o Caio fazer faculdade ou viajar. Quanto antes, melhor. Carine faz parte de um fenômeno nacional. Após um período de vacas magras, em que os saques aumentaram e chegaram a superar os depósitos, os fundos de previdência estão retomando seu lugar nos investimentos dos brasileiros. A volta se deve a uma combinação de alta da taxa básica de juros (Selic); diversificação dos produtos e empenho dos bancos para vender PGBLs e VGBLs.

Da mesma forma, a fuga dos investidores em 2013 se deveu a uma teia de fatores. Ao entrar num fundo, cada investidor passa a ser dono de determinado número de cotas, cujo valor varia de acordo com o patrimônio da aplicação. Quando os juros iniciaram o ciclo de alta, em meados de abril, a maior parte dos fundos viu o valor das cotas encolher. Isso porque as aplicações eram compostas por títulos com taxa prefixada, ou seja, previam um juro menor que o que estava em vigor, o que fez com que os papéis se desvalorizassem. Assustados com a perda, muitas pessoas sacaram o dinheiro. Além disso, por falta de informação, investidores que têm objetivos de curto prazo – menos de dez anos – buscam vantagem fiscal no PGBL, mas nesses casos o produto não é adequado.

Se em julho de 2013 a captação líquida (diferença entre depósitos e saques) ficou negativa em RS 396 milhões – a primeira vez na série histórica da previdência complementar, iniciada em 1995 -, este ano o cenário é bem diferente.

– No terceiro trimestre, a captação líquida ficou positiva em R$ 9,1 bilhões, um recorde diz Osvaldo Nascimento, presidente da Fenaprevi, que representa 71 seguradoras e entidades de previdência complementar.

Felipe Bottino, gerente de previdência da Icatu Seguros, concorda, mas ressalta que esse movimento de retorno dos investidores também se deve a um esforço por parte das instituições.

– Como os bancos tiveram um desempenho muito ruim no ano passado, eles fizeram grande investimento em marketing e campanhas de vendas, como forma de retomar o crescimento – afirma. – Para seduzir os clientes, as , empresas também estão lançando produtos – a Associação de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) contabiliza atualmente 1.152 fundos de previdência, contra 1.066 no ano passado e 913 em 2012 – e reduzindo o valor mínimo de aplicação.

Atualmente, é possível começar o plano com apenas R$ 35,00 mensais em algumas entidades, ou R$ 50,00 no Bradesco, embora os especialistas alertem os investidores para as taxas de carregamento e administração. Estas costumam ser mais altas justamente nos planos mais populares, o que prejudica a acumulação. Além de aumentar o número de produtos nas prateleiras, as instituições de previdência privada estão diversificando os modelos de gestão dos recursos. A categoria, que até pouco tempo contava somente com fundos mais tradicionais, muitos deles aportando 100% dos recursos em títulos de renda fixa emitidos pelo governo, atualmente oferece mais opções nas quais se pode investir parte ou a totalidade dos recursos. A dica para quem está acostumado com os fundos mais tradicionais é aplicar aos poucos nas novidades. As movimentações entre essas aplicações não têm carência nem custos, destaca Marcus Marinho, gerente de produtos da Mongeral Aegon.

Uma classe que está ganhando espaço é a de fundos atrelados à inflação. Contudo, a educadora financeira Mareia Dessen, sócia da Brazilian Management Institute (BMI) avisa: Os fundos de índice de inflação que levam “renda fixa” no nome são bem voláteis, ou seja, seu valor pode descer rapidamente, apesar de sugerirem outra coisa – frisa a especialista.

Mareia lembra que a categoria não se beneficia da alta dos juros, que foi retomada pelo governo em 30 de outubro e deve continuar no ano que vem. Analistas de mercado ouvidos no boletim Focus, do Banco Central (BC); projetavam, na última semana de novembro, uma taxa básica de juros (Selic) de 12% em 2015. Se não quiser contar apenas com os ganhos da renda fixa, o aplicador pode apimentar a previdência com ações, aplicando nos chamados fundos balanceados. A legislação permite que até 49% da carteira Fiquem na renda variável. Mas, caso não queira se expor tanto, o investidor também pode encontrar uma diversidade de produtos com diferentes fatias aportadas em ações.

Há ainda planos que têm uma fatia em ações que é reduzida à medida que o tempo passa. O objetivo é perseguir ganhos maiores no início da fase de acumulação, quando eventuais oscilações podem ser compensadas pela valorização das ações, e estabilizar a rentabilidade – assim como o saldo quando o investidor estiver perto de se aposentar. O modelo faz sucesso tendo recebido 92% dos recursos alocados em novas vendas de fundos compostos até agosto.

Os multimercados têm uma gestão ativa, com estratégias mais elaboradas – combinando compra e venda de ações e aplicações em câmbio, inflação e juros – e a possibilidade de ganhos mais apetitosos. No início deste ano, a Icatu lançou fundos do gênero e, até agora, já captou mais de RS 120 milhões. Para 2015, a expectativa é de mais liberalização nas regras, com permissão para investimentos no exterior, o que poderia dar mais força aos fundos de previdência, já que a perspectiva dos especialistas é que o ano que vem seja difícil.

– A volatilidade dos fundos de renda fixa e o fraco desempenho da Bolsa de Valores levaram os clientes a despertarem para a necessidade de diversificar os investimentos em previdência afirma Bottino. – Por isso os multímercados ganharam força: eles trazem para a previdência uma gestão realmente ativa, na qual o cliente delega a gestores profissionais a decisão da melhor hora de entrar e sair de cada posição. Para quem tem mais dinheiro, algumas seguradoras oferecem a chamada “arquitetura aberta” que permite escolher os gestores aos quais se deseja confiar a poupança. Na Icatu, por exemplo, são 20 entidades, inclusive grandes instituições, como as americanas JP Morgan e Franklin Templeton. – As simulações consideram que o investidor vai se aposentar aos 60 anos de idade, com renda mensal vitalícia, e que as aplicações têm rendimento real (descontada a inflação) de 4% ao ano. Não foi descontado o Imposto de Renda, que, na modalidade PGBL, é pago nos resgates, sejam totais ou parciais.





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