Um “número significativo” de famílias das vítimas do avião da companhia boliviana LaMia, que se acidentou há dois anos na Colômbia com a equipe da Chapecoense e jornalistas a bordo, teve acesso a um fundo de assistência criado por uma seguradora, informou a companhia nesta quarta-feira (28).
A empresa de seguros BISA havia negado o pagamento da apólice de seguros, argumentando que a companhia aérea cometeu “violações técnicas e contravenções contratuais”, mas criou um “fundo de assistência humanitária” para as vítimas.
“Clyde e Co. LLP, reconhecido escritório de advocacia internacional, com sede em Londres, administrador do Fundo de Assistência Humanitária, informou que o primeiro grupo de famílias já assinou os respectivos documentos de transação para ter acesso aos recursos econômicos”, informou a BISA em um declaração enviada à AFP.
Sem dar detalhes de quantos tiveram acesso a esse fundo e qual o montante, a seguradora acrescentou que “espera-se que, nas próximas semanas, um grande grupo de famílias o faça também”, e que o resto terá um prazo até 28 de março de 2019 para se inscrever.
Há exatamente dois anos, o avião da LaMia, com matrícula boliviana, caiu pouco antes de chegar ao aeroporto colombiano José María Córdova (Río Negro, a cerca de 20 quilômetros de Medellín); com a delegação da Chapecoense, que viajava para disputar a sua primeira final internacional, contra o Atlético Nacional, pela Copa Sul-americana.
No acidente morreram 71 pessoas, incluindo 19 jogadores, 14 membros da comissão técnica e nove diretores do clube catarinense. Apenas seis ocupantes sobreviveram: uma aeromoça, um técnico de aviação, um jornalista e três jogadores, entre eles Alan Ruschel, que se tornou um símbolo de renascimento do clube, ao voltar a jogar oito meses depois de escapar da morte.
Uma investigação das autoridades colombianas concluiu que a aeronave caiu devido à falta de combustível.
Foto: Bol Notícias
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