December 12, 2014
A Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS); unidade de riscos especiais do grupo alemão Allianz, aportou mais R$ 100 milhões em capital em sua resseguradora no Brasil. Com isso, o capital da companhia sobe para cerca de R$ 250 milhões.
"A motivação é o crescimento da operação. Pela regulamentação brasileira há uma relação entre a necessidade de capital e o volume de prêmios", diz Angelo Colombo, presidente da AGCS Brasil. Segundo ele, a expectativa de crescimento foi superada e a matriz antecipou o investimento previsto.
Com dois anos de operação no país, a AGCS deve fechar este ano com faturamento de R$ 500 milhões em prêmios de resseguros. A companhia atua no Brasil como resseguradora local, modalidade que tem reserva de 40% de mercado e exigência de capital mínimo de R$ 60 milhões. "Esse aporte não só atende a nossa necessidade de capital atual como nos dá fôlego para dobrar o volume de negócios nos próximos anos", diz Colombo.
Do faturamento deste ano, 15% vem de outros países da América do Sul. A operação brasileira é o centro de resseguros da companhia para a região. A partir da licença brasileira, a AGCS atua também na Colômbia, Argentina, Peru, Bolívia e Chile, além do Panamá. "Nossa equipe local tem autonomia para fazer negócios na região e trazê-los para o Brasil", diz Guilherme Perondi, vice-presidente da AGCS Brasil.
Como atua com riscos corporativos, a companhia teve sua receita impulsionada pelas obras de infraestrutura nos últimos dois anos, entre eles concessões de aeroportos, rodovias e metrôs. "Tudo isso se refletiu em investimento, e para os \players\ que estão trabalhando na cadeia de grandes riscos existe oportunidades", diz Colombo.
Para o ano que vem, a companhia espera novas concessões de rodovias e a possibilidade de concessão de aeroportos menores, privados e regionais.
Para a AGCS, Colombo espera "um ano sem muito crescimento", com o negócio caminhando para buscar resultados. "Chegamos a um nível de cruzeiro. Temos uma massa de prêmios significativa que justifica o nosso investimento", afirma. Ele espera que a companhia atinja o ponto de equilíbrio entre despesas e receitas ao fim do terceiro ano de operação.
Como a resseguradora representa um risco de crédito para a seguradora, o risco de o Brasil ter sua nota soberana rebaixada pelas agências de ratings pode afetar o negócio da AGCS Brasil nos países vizinhos. A companhia é classificada "BBB+" pela S&P. Colombo diz não ter perspectiva de que isso ocorra, mas se acontecer a matriz pode continuar fazendo negócios nesses países a partir de sua licença da Alemanha.
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