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Dona de avião do acidente com chapecoense barganhou por seguro mais barato

Troca de mensagens entre seguradora e proprietária da companhia La Mia é classificada como ‘conduta irresp ...



September 11, 2019

Troca de mensagens entre seguradora e proprietária da companhia La Mia é classificada como ‘conduta irresponsável’ por advogados de familiares das vítimas


Três anos após o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, que matou 71 pessoas, os familiares das vítimas seguem em uma disputa judicial para receber as indenizações devidas pela corretora de seguros inglesa AON.


“Para nós está óbvio que existiu má prática da corretora. Nossos advogados estão trabalhando, inclusive com auxílio dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores em busca de soluções jurídicas para que as famílias possam receber a indenização”, disse Fabienne Belle, presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense. Ela é viúva do fisiologista Luiz César Martins Cunha, que fazia parte da delegação da Chapecoense.


A percepção de Belle se confirma em reportagem publicada pelo portal UOL nesta terça-feira, que apresenta uma trocas de e-mails entre um representante da seguradora e a dona da companhia aérea LaMia, Loredana Albacete, proprietária do avião que caiu em Medelín, na Colômbia. As mensagens tratam justamente da negociação do valor do seguro, que acabou estipulado em US$ 25 milhões.


A responsável pela LaMia chegou a barganhar pelo valor mais baixo possível para a apólice, inicialmente estipulada em US$ 300 milhões. Na troca de mensagens, a seguradora ofereceu a Loredana Albacete a opção de estabelecer uma indenização entre U$ 25 milhões e US$ 50 milhões. De acordo com o documento obtido pelo UOL, ela respondeu por escrito: “Eu acho US$ 50 milhões muito. Amigos da aviação que fazem América do Sul trabalham bem com US$ 25 milhões de limite”.


“Foi uma conduta irresponsável”, diz Fernando Lottenberg, advogado da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense.


Belle afirma que a seguradora se recusa a buscar qualquer tipo de negociação: “Não existe diálogo. A AON está fechada para qualquer tipo de conversa. A postura deles é a mesma desde o começo. Mas nós temos os e-mails trocados dias após do acidente em que eles diziam ter a intenção de pagar a indenização”.


Ela ressaltou que a seguradora sinalizou que negociaria uma indenização se as ações na Justiça fossem abandonadas. A oferta da AON foi pagar US$ 225 mil dólares por família. Entre as famílias das 71 vítimas, 23 aceitaram a proposta e os outras 45 recusaram o acordo. Quem aceitou, abriu mão de qualquer outra indenização por parte da LaMia ou de qualquer seguradora envolvida no processo. Os demais familiares seguem na batalha judicial.





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