Quando assumiu o mais auto posto da Superintendência de Seguros Privados (Susep); no dia 22 de março, Solange Vieira prometeu trabalhar para desregulamentar e desburocratizar o setor, aumentar a competição, garantir segurança jurídica e, acima de tudo, tornar o seguro um produto simples e acessível à população. Durante o 21º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, a economista mostrou que, deste então, vem trabalhando nesse sentido.
Logo na abertura do evento, realizada na quinta-feira (10); a executiva afirmou que não vê mais necessidade para regulação dos corretores de seguros. ""A Susep não tem uma estrutura adequada para regulação e acho que vocês, corretores, já têm maturidade suficiente para estarem regulados por uma estrutura de autorregulação", disse.
Nesta sexta-feira (11); ao lado de Armando Vergílio, presidente da Fenacor; Rogério Marinho, Secretário Especial de Previdência e Trabalho; Marcio Coriolano, presidente da CNseg; e Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi; Solange voltou ao palco, onde participou do painel "Os Caminhos para a Retomada do Crescimento e a Reforma da Previdência". A superintendente da Susep falou sobre como vê o futuro do mercado segurador, as ações que a autarquia vem realizando e também o combate ao mercado marginal.
"A nossa regulação tem quatro pilares básios: concorrência, credibilidade, aumentar a abrangência e tecnologia. Queremos uma cobertura maior e acreditamos que temos condição pra isso, mesmo sendo um país de renda per capita menor que Europa e Estados Unidos, ainda assim, a penetração do seguro na população brasileira é muito pequena
A executiva revelou que está buscando parceiros na iniciativa privada para viabilizar a apólice eletrônica: "Nossos recursos são escassos, e, por isso, temos buscado soluções em que o mercado se responsabiliza pelo pagamento do produto tecnológico. Estamos conversando com empresas privadas, umas mais conhecidas, outras menos, que colocarão o produto para as seguradoras e as companhias pagarão diretamente".
Por fim, Solange abordou a situação das associações de proteção veicular e lembrou que a Susep tem denunciado "tudo que aparece ao Ministério Público, tem pedido a Advocacia-Geral da União (AGU) para atuar", mas que, ao mesmo tempo, o setor precisa oferecer novas soluções aos consumidores. "Uma das coisas que identificamos é que esse mercado surgiu por uma demanda do consumidor por produtos mais baratos, produtos diferentes, que o setor de seguros não estava oferecendo. Então, fazendo a nossa mea-culpa, para inibir isso, nós também precisamos desenvolver produtos que concorram com esse mercado", enfatizou.
Seguro Gaúcho via Ivan Netto
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