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Brasil é prioritário para a AXA, afirma Thomas Buberl

“O Brasil é um país relevante em termos demográficos, perspectivas econômicas e oportunidades de crescimen ...



October 21, 2019

“O Brasil é um país relevante em termos demográficos, perspectivas econômicas e oportunidades de crescimento de seguros. Sendo assim, o Brasil é um dos seis países de alto potencial que identificamos para os próximos anos, principalmente em nossos dois pilares estratégicos de crescimento: linhas comerciais e saúde.”


Assim Thomas Buberl, CEO mundial da AXA, define a importância do Brasil para o maior grupo segurador do mundo em seguros gerais. Em sua apresentação na 11a. Conferência Internacional Brokerslink, realizada em Bordeaux, França, entre os dias 16 a 18 de outubro, o executivo falou sobre como o seguro pode, em um mundo de incertezas, ajudar a sociedade (governos, empresas e indivíduos) entender e se preparar para os principais riscos globais.


Depois de falar para corretores de seguros da rede internacional Brokerslink, ele concedeu a entrevista baixo ao blog Sonho Seguro. Leia mais:


Como a taxa de juro negativa afeta a empresa no papel de investidor institucional?


A situação atual não é nova. É o resultado de tendências de longo prazo que havíamos antecipado e integrado em nossa estratégia. Essa é uma das razões pelas quais decidimos dessensibilizar a AXA para riscos financeiros, principalmente com a aquisição da XL e do IPO em nossos negócios de vida nos EUA. Graças a essa mudança estratégica, a AXA gerará mais de 80% de seus ganhos com seguros (P&C) de propriedade e de acidentes, saúde e proteção. A recente queda nas taxas de juros nos conforta nessa mudança de estratégia e mostra que devemos seguir nessa direção que tomamos.


Como manter o retorno do portfólio de investimentos em um cenário de queda de juros?


No atual ambiente de baixas taxas de juros, a AXA pode gerar alguns retornos adicionais em comparação com o mercado de renda fixa listado por meio de estratégias de crédito alternativas. Isso ocorre principalmente no espaço de crédito privado, incluindo empréstimos imobiliários e de infraestrutura, financiamento de portfólio, dívida corporativa privada, mas também em ativos securitizados. Além disso, essas estratégias de crédito menos cíclicas e voltadas para a sustentabilidade estão aprimorando a robustez do balanço do grupo, diminuindo a volatilidade e o risco de crédito e trazendo uma diversificação adicional.


Como a tecnologia está transformando o setor e como sua empresa reage a ele?


As mudanças tecnológicas nos últimos dez anos oferecem múltiplas oportunidades para o negócio de seguros. Dados e tecnologias tornaram-se os principais impulsionadores da inovação, reformulando as expectativas dos clientes. Um trabalho significativo foi feito para digitalizar o modelo de negócios da AXA até o momento. Adaptamos nossa estrutura a uma nova entidade dedicada à inovação e investimos em nossa transformação digital. Nossa ambição é alavancar o potencial das novas tecnologias para desenvolver soluções inovadoras de seguros e serviços complementares, alinhados à nossa estratégia Payer to Partner.


É possível medir quanto a eficiência trazida pela tecnologia já se traduziu em rentabilidade?


A escala da revolução tecnológica que estamos testemunhando nos convida a repensar profundamente nossos processos e os serviços que oferecemos aos nossos clientes. Fortalecemos significativamente nossa capacidade de inovar, principalmente com a criação de entidades e equipes dedicadas. Esses esforços precisam ser apreciados com o tempo, mas já nos permitem atender a novas necessidades de proteção e fornecer seguro por meio de canais mais simples. Exemplos concretos são mais poderosos para ilustrar o potencial da tecnologia para nossos negócios. Por exemplo, nosso seguro paramétrico usa dados para automatizar o gerenciamento de indenizações. Os pagamentos são acionados automática e instantaneamente, caso a precipitação, a temperatura ou outro índice ultrapasse um limite pré-acordado. Pagamentos automáticos reduzem custos e aborrecimentos administrativos, permitindo a redução de brechas na proteção e, é nossa prioridade, ajudar a aumentar a satisfação do cliente.


Para este ano, qual é o investimento esperado em novos produtos e estratégias digitais? Você pode nos dar alguns detalhes sobre esses produtos e estratégias, e quais devem chegar ao Brasil?


Desde 2015, a AXA investiu mais de 1 bilhão de euros em inovação. Com a criação do AXA Next em 2019, decidimos investir € 200 milhões por ano em novos serviços e modelos de negócios inovadores. Decidimos concentrar nossos esforços de inovação em saúde, economia de plataforma, continuidade de negócios e novas soluções de mobilidade que consideramos atraentes territórios de crescimento futuro. Na área da saúde, por exemplo, estamos desenvolvendo serviços de telemedicina para melhorar o acesso a cuidados de qualidade e orientar os pacientes nos sistemas de saúde. No Brasil, investimos em soluções digitais para simplificar, acelerar e dar mais transparência aos nossos clientes e parceiros. Concentramos nossos esforços nos processos de vendas, mas também em indenizações e serviços.


O que atrai o investimento da AXA ao Brasil?


O Brasil é um país relevante em termos demográficos, perspectivas econômicas e oportunidades de crescimento de seguros. Sendo assim, o Brasil é um dos 6 países de alto potencial que identificamos para os próximos anos, principalmente em nossos dois pilares estratégicos de crescimento: linhas comerciais e saúde.


A queda das taxas de juros no Brasil muda a estratégia do grupo no país?


Temos um projeto de longo prazo para o Brasil. O país está entre os seis mercados prioritários para o grupo. Nosso objetivo é estar entre os cinco principais nas linhas de negócios em que operamos – e nessa perspectiva de longo prazo, são esperadas flutuações econômicas e não reduzem nosso apetite pelo Brasil.


Qual é a estratégia do grupo AXA no Brasil?


Nossa aposta no Brasil começou há cinco anos com a ambição de se tornar um participante relevante em grandes riscos e parcerias de afinidade. Agora somos reconhecidos nesses dois mercados e expandiremos nossas atividades para alcançar cada vez mais o segmento de pequenas e médias empresas em linhas comerciais, reforçando nossa capacidade de oferecer soluções inovadoras para os clientes de varejo do segmento C por meio de parcerias. No Brasil, aproximadamente 70% das PMEs não possuem nenhum tipo de apólice de seguro. É um trabalho árduo mostrar aos empresários brasileiros a importância de estar segurado. É um comportamento cultural. Portanto, para chamar a atenção, oferecemos muitos serviços úteis e o corretor é um profissional chave nesse processo.


Há interesse em atuar na área de saúde no Brasil?


Como já anunciamos, estamos interessados em entrar no mercado de seguros de saúde. O Grupo AXA já é um forte participante no seguro de saúde em todo o mundo, com uma forte experiência em inovação e saúde digital. Portanto, é natural estender esse conhecimento para o Brasil. Segundo o Instituto Setorial de Seguros de Saúde (IESS); ter um seguro de saúde é o terceiro maior desejo do povo brasileiro. No entanto, menos de 25% da população é coberta pelo seguro de saúde. Portanto, temos um mercado enorme para explorar, mas conhecemos os desafios. Nossas equipes no Brasil estão estudando o mercado, as oportunidades.





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