January 9, 2015
Indicador calculado pela Fenacor sobe em dezembro pelo segundo mês consecutivo na expectativa de uma melhora nos cenários econômico e setorial daqui a seis meses
A avaliação dos principais agentes da atividade de seguros sobre os rumos do setor e da economia subiu em dezembro último, pelo segundo mês consecutivo, alcançando 82,4 pontos, variação positiva de 3,7% sobre novembro, contrariando a maioria dos demais segmentos da economia, que veem o futuro próximo com mais desconfiança. Apesar da melhora nos dois meses finais de 2014, captada pelo Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS); seguradores, resseguradores e grandes corretores de seguros ainda demonstram pessimismo, considerando que o indicador ficou abaixo de 100 pontos, embora em menor intensidade.
No ICSS, índice calculado pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor); através da Rating de Seguros Consultoria, as grandes corretoras (87,6 pontos) e as seguradoras (86,4 pontos) são as áreas menos descrentes com os próximos seis meses. Ambas pontuações avançaram em relação a novembro: 8,8% e 2,5%, respectivamente. As resseguradoras, por sua vez, mantiveram-se desconfiadas (75,3 pontos); tal como manifestado no mês anterior (75,1 pontos).
Futuro incerto
O levantamento da Fenacor consiste na aplicação de uma entrevista mensal às empresas, que apontam suas perspectivas sobre o que esperam nos próximos seis meses em relação à economia brasileira, ao faturamento e à rentabilidade do negócio.
Sobre o crescimento da economia, a grande maioria dos resseguradores entrevistados julga que a tendência é piorar (50%) ou piorar muito (20%); enquanto 20% acham que o quadro não mudará, opinião compartilhada por 40% tanto dos corretores quanto dos seguradores. Mas outros 40% dos corretores e 48% dos seguradores acreditam que a situação vai piorar.
Quanto ao faturamento, a maioria dos seguradores (50%); corretores (48%) e resseguradores (40%) não creem em mudança para pior ou melhor, apostam na manutenção do atual cenário daqui a seis meses. Mas 30% dos resseguradores vislumbram um panorama melhor, tal como 17% dos seguradores e dos corretores. A parcela dos pessimistas não é tão desprezível: 35% dos corretores, 33% dos seguradores e 30% dos resseguradores acham que a receita vai piorar.
Lucro
Sob o aspecto da rentabilidade do negócio, a maioria dos resseguradores (50%) sinalizam que a situação será pior daqui a seis meses, opinião, embora em menor escala, manifestada por 43% dos corretores e apenas 37% dos seguradores. Estes últimos, na maioria (50%) levam fé na permanência da cena atual. Nesta linha, estão 40% dos corretores e só 20% dos resseguradores entrevistados. Contudo, há aqueles que apontam um amanhã melhor: 20% dos resseguradores e 13% dos seguradores e dos grandes corretores.
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