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Mapfre quer popularizar seguro no Brasil

Gilberto Lourenço da Aparecida afirma crescimento de dois dígitos em 2015 por Andréa ValerioNo Brasil desd ...



Geral
January 20, 2015

Gilberto Lourenço da Aparecida afirma crescimento de dois dígitos em 2015 por Andréa Valerio

No Brasil desde 1992 e presente em 47 países, o Grupo Mapfre opera no segmento de seguros por meio da Mapfre Seguros, em parceria com o Banco do Brasil. Nesta entrevista, Gilberto Lourenço da Aparecida, diretor-geral de administração, finanças e marketing do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, conta como pretende aumentar a penetração da marca no setor. Entre as iniciativas está o lançamento de uma vending machine, que pode ser instalada em vários estabelecimentos, e de um gift card, que será vendido em supermercados. A ideia é atingir principalmente a classe C. Atualmente, os seguros no país ainda são elitizados, com maior posse nas classes A e B.

Quais as novidades da Mapfre para 2015?
A companhia está trabalhando em várias iniciativas, sempre com o objetivo de fomentar o segmento. Uma das ações mais importantes será o lançamento do projeto “Família sempre protegida”, que deve ganhar corpo este ano. Vamos oferecer o seguro como um produto, seja em uma vending machine ou em formato de gift card. A ideia é que ele esteja disponível em supermercados, lojas de conveniência, metrô, feiras e vários outros lugares.

Como isso será feito?
No caso da vending machine, o objetivo é que o consumidor compre um seguro da mesma forma que compra outros produtos. Na máquina, por exemplo, a pessoa vai escolher o valor do seguro que deseja adquirir, pagar com cartão de crédito e receber uma caixa com todas as informações do seguro comprado e um número, que deve ser validado em uma central. A partir deste momento, o seguro está valendo. Essa máquina poderá ser instalada em vários lugares. Claro que, inicialmente, teremos promotores e vídeos explicativos para auxiliar o potencial comprador. Também lançaremos um gift card, que será vendido em supermercados. A ideia é que a pessoa adquira o produto e pague no caixa, como qualquer outro produto.

Como será feita a comunicação dessa novidade?
O projeto tem aspectos marcantes de comunicação, já que teremos folhetos explicativos, filmes nas vending machines e outros materiais de apoio nos pontos de venda. Mas é claro que, se queremos massificar o produto, teremos que ter uma ação mais agressiva, inclusive com iniciativas regionais mais fortes. Só que não temos nada fechado ainda, porque estamos em busca de parceiros para que o projeto seja viabilizado. Já estamos conversando com grandes redes varejistas que se mostraram bastante interessadas em levar essa ideia adiante.

O que a companhia pretende com a iniciativa?
Na verdade, essa ação marca a tangibilidade desse segmento que é bastante abstrato. No Brasil, o único seguro que as pessoas vão atrás é o de carro, e queremos mudar isso.

Qual público esses novos formatos devem atingir?
Tanto as máquinas quanto o gift card disponibilizam produtos no valor de R$ 65, R$ 75 e R$ 85. Quando você coloca esses preços, está mirando uma classe mais baixa. Vale lembrar que o nível de penetração de seguro no Brasil acontece mais nas classes A e B, por isso, a chance de crescer mais está nas classes mais baixas. Além do mais, as faixas mais altas têm uma relação bancária, e a venda de seguros é feita por este meio. Já a C e D sempre teve essa dificuldade, principalmente de distribuição.

Qual a penetração do seguro de residência, por exemplo?
95% das residências no Brasil não possuem seguro, um número bastante grande se pensarmos no prejuízo de uma família, caso venha a ter um imóvel destruído.

A que é possível atribuir essa baixa penetração?
Existem vários mitos que acabam segurando o crescimento do segmento. As pessoas acham, por exemplo, que o cálculo de um seguro de residência tem a ver com o de carro. De acordo com esse pensamento, se pagamos 10% do valor do automóvel pelo seguro, elas acreditam que vão pagar também 10% do valor do imóvel para ter sua casa assegurada, e não é assim. Por isso, nosso objetivo é sempre criar ações que aproximem o consumidor da empresa e ele consiga entender como funciona o segmento.

As máquinas venderão apenas seguro residencial?
Num primeiro momento sim, mas existem várias possibilidades, como, por exemplo, seguro para celular, pet ou viagem. A máquina ou a gôndola é apenas um meio, são várias as possibilidades.

Além do preço, quais outros aspectos impedem o crescimento do meio?
Temos trabalhado bastante na questão da humanização do seguro. A ideia é mostrar que são pessoas protegendo pessoas. O que temos feito na nossa comunicação é traduzir isso. Recentemente, lançamos uma campanha no YouTube, canal que tem uma audiência fortíssima e que está atenta ao que está vendo. Com o título “Brasil a proteger”, a ação traz histórias reais e reforça essa linha de proteção; tem dado bastante certo. São histórias de pessoas com seus animais de estimação, pais e filhos, entre outras.

Essa campanha também será veiculada em outras mídias?
Não, vamos focar apenas no YouTube, que é um meio de extrema importância. Hoje, a audiência do canal é muito grande e é mais exigente. Quem está vendo um vídeo, não assiste nada que não seja interessante para si. Por isso, o importante é sempre oferecer conteúdo de qualidade.

Para a Mapfre, a mídia online tem sido mais eficiente?
A companhia trabalha com os dois meios, e um não inviabiliza o outro. É preciso estar presente nos dois lugares, como as pessoas estão. Este ano, lançamos uma grande campanha, sob o slogan “Tem jeito? Tem Mapfre?”, que reforça o posicionamento “Se tem Mapfre, tá resolvido”. A ação, que foi criada pela Talent, teve veiculação em TV aberta, TV paga, rádio, além de ter vários desdobramentos na internet. Para 2015, o que queremos oferecer é ainda mais essa interação entre os meios. Uma das ideias é que a pessoa veja uma ação na internet, consiga clicar e comprar o produto. Queremos facilitar a vida do consumidor, só assim conseguiremos gerar novos negócios e aumentar nossa base de clientes.

Qual a participação do seguro de automóveis?
Cerca de 60% das pessoas que têm automóveis não possuem seguro. Mesmo sendo o seguro que tem mais penetração, ainda tem um potencial grande de crescimento.

E o seguro de vida?
Cerca de 90% das pessoas não possuem. Vale lembrar que 60% das apólices estão concentradas na região Sudeste. É a região com maior potencial para novos seguros e a mais populosa do país. Apesar da grande densidade demográfica do Nordeste, essa região concentra apenas 14% da posse.

Quanto o setor, de uma forma geral, deve crescer este ano?
Mesmo com a economia em baixa, o segmento deve crescer dois dígitos este ano. Na verdade, houve um crescimento grande no mercado de consumo no Brasil, muitas pessoas começaram a adquirir bens como celulares, TVs, carros, computadores, entre outros. Feito isso, acredito que o próximo passo seja pensar em um seguro para tudo isso, e já temos percebido um interesse maior das pessoas. O seguro é a segunda necessidade deste mercado.

Como é o comportamento deste segmento em outros países?
Em muitos países, a penetração é bastante expressiva. Nos Estados Unidos é de 9,8%. No Japão, 8,2%. Na Finlândia, 7,6%. França, 7,4%; e no Brasil, 1,9%.

Qual o principal desafio do setor?
Acredito que, para o mercado de seguros, o principal objetivo é crescer de forma mais agressiva. Precisamos cada vez mais facilitar a comunicação, porque não trabalhamos com um produto simples e as iniciativas que estamos propondo estão muito coerentes com esse pensamento.

Atualmente, como o segmento de seguros trabalha a comunicação?
Hoje, existe uma competição muito forte. A criação do Grupo Banco do Brasil e Mapfre, formando uma grande companhia, deu uma mexida no mercado. Do lado da empresa também tivemos que nos movimentar mais, já que nosso objetivo é crescer e a comunicão é muito importante para que isso aconteça. Além de online e offline, investimos em alguns patrocínios que foram bastante importantes.

Quais foram eles?
Utilizamos a Lei de Incentivo para apoiar vários eventos. Patrocinamos a exposição “Impressionismo, Paris e a Modernidade”, que teve mais de 820 mil visitantes. Também “Mestres do Renascimento”, com 420 mil pessoas, além de “Salvador Dalí”, com a visitação de mais de um milhão de pessoas em São Paulo e Rio de Janeiro.

Que tipo de retorno essas ações trazem?
Além de fortalecer a marca, nos aproxima do consumidor. Por isso, vamos continuar apostando nesta vertente. Vale lembrar que, além da exposição da marca, esse tipo de patrocínio também reforça outra expertise da companhia que é o seguro de obras de arte.

Quanto o Brasil representa para o negócio da Mapfre mundial?
Hoje, o Brasil representa 20% do faturamento da companhia, um número bastante expressivo.

Quanto a empresa investe em comunicação?
Em torno de 1% do nosso faturamento, que ano passado foi de R$ 14 bilhões.

Para este ano, quanto deve ser o faturamento da companhia?
Não fechamos o ano, mas é possível dizer que, até setembro, já tínhamos perto de R$12 bilhões.

Qual a participação da empresa no mercado?
Nosso grupo tem em torno de 20% de participação, somos líderes dos mercados em que atuamos. Hoje, só não trabalhamos com previdência e saúde.

Existem muitas empresas atuando neste setor?
Acredito que 90% do mercado esteja nas mãos de sete empresas.

Que balanço é possível fazer de 2014?
Para nossa companhia foi um ano bastante positivo. Crescemos a um ritmo de dois dígitos, ampliando participação de mercado e registrando uma excelente lucratividade. Também crescemos bastante nossa base de clientes.

Qual a expectativa para 2015?
Será um ano desafiador. O mercado de seguro como um todo projeta um crescimento de 8% a 10%, e a Mapfre espera sempre crescer acima do mercado, como tem acontecido nos últimos anos. Nossa orientação estratégica, já que estamos atuando há três anos, quando se estabeleceu a parceria com o Banco do Brasil, é crescer mais agressivamente em todos os segmentos onde atuamos. A empresa tem muitos planos para avançar em um segmento que é muito jovem.





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