O presidente da Porto Seguro, Roberto Santos, participou do programa CQCS Inovação no final da tarde de quarta-feira (02). “O impacto da LGPD no Mercado de Seguros” foi o tema do evento virtual que aconteceu no canal da TV CQCS no YouTube, e contou com a mediação de Gustavo Dória Filho. A atividade também contou com a presença de vice-presidente de Banking & Insurance da SAP, Nestor Carrati.
De acordo com o idealizador do CQCS, Dória, o propósito do encontro é dialogar com expoentes do setor de seguros e conhecer suas visões a respeito de questões significativas, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Na avaliação do executivo de Roberto Santos o principal impacto da LGPD no segmento foi o de zelar ainda mais pela grande quantidade de informações existentes que são distribuídas no mercado. Para Santos, na atualidade, quase todas as seguradoras possuem a totalidade de suas transações de contratação de negócios feitas através de meios eletrônicos. “Com o intenso fluxo de informações pela internet é preciso que exista uma lei que proteja os dados. Considero que nesse momento é preciso existir muita transparência, pois ela irá ressaltar a relação de confiança existente entre a companhia, o segurado e o corretor”.
De acordo com o presidente da Porto Seguro o impacto da LGPD não é pequeno e gera investimos consideráveis em tecnologia por parte das seguradoras. “Nossa Companhia teve que investir valores significativos em estrutura e tecnologia, mas isso é inevitável e proporciona transparência na avaliação do mercado”.
Já na opinião de Nestor Carrati a LGPD será benéfica não apenas para o mercado de seguros, mas para todo o Brasil. “O país ganha com essa lei, pois mostra que temos seriedade no tratamento dos dados e isso faz com que o seguro possa ser levado a um patamar diferenciado. Acho que é uma oportunidade de os setores reafirmarem o seu compromisso em termos de melhores práticas com o consumidor”.
Ao ser questionado por Dória se as modificações decorrentes da LGPD trarão oportunidades ao segmento de seguros, o executivo da Porto Seguro respondeu que essa normatização está gerando uma necessidade de profissionalismo e que a forma de normatizar os dados evita prejuízo aos clientes.
“Hoje em dia usamos dados para precificar, fazer oferta de negócios, subscrever riscos, entre outras coisas. Mas se não fizermos uma boa governança isso poderá ser utilizado para o mal. Por trás dessa necessidade de governança existe uma responsabilidade de proteção aos dados. Se não existir a LGPD os dados ficam soltos e isso poderá gerar para as empresas até mesmo problemas de imagem por conta disso”, destacou Santos.
O CEO da Porto Seguro também revelou possuir temores referentes a problemas com a segurança da informação. “Gastamos fortunas em proteção para garantir o sigilo dos dados de nossos clientes. Morro de medo de sofrer uma invasão em que sejam seqüestrados os dados da empresa e depois ocorra um pedido de resgate. Há algum tempo isso que tira meu sono”.
Em relação aos problemas relativos ao vazamento de dados o executivo da Porto Seguro observou que além da tecnologia existem outras medidas de proteção. “Já vi levantamentos que apontavam que cerca de 90% de dados vazados aconteciam de dentro da empresa para fora. É importante também que exista uma mudança de mindset na empresa, ou seja, uma preocupação maior com a proteção dos dados. E isso vale não só para grandes instituições, mas até mesmo para as corretoras de seguros que têm apenas um funcionário”.
Uma cartilha elaborada por um grupo de trabalho da área jurídica de Fenacor e CNseg vai orientar o corretor de seguros sobre como agir, principalmente no relacionamento com o cliente, diante da vigência da LGPD, informou Roberto Santos. “Serão feitas recomendações aos corretores para quando eles solicitarem os dados do cliente para uma cotação, que já peçam também um termo de consentimento para tratar esses dados pessoais. Preparamos um modelo desse termo, que vai estar na cartilha. O consentimento poderá ser feito por meio eletrônico”.
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