March 11, 2015
Banco foi acusado de ajudar americanos a sonegarem impostos. Brady Dougan será substituído por principal executivo da seguradora Prudential
ZURIQUE, LONDRES e HONG KONG – Em uma situação difícil desde que teve que pagar US$ 2,5 bilhões ao governo dos EUA por ajudar americanos a sonegarem impostos, o Credit Suisse anunciou nesta terça-feira a renúncia de seu diretor-presidente, Brady Dougan. Há 25 anos na empresa, sendo oito no cargo, Dougan deixará o posto no fim de junho e será substituído por Tidjane Thiam, chefe da seguradora britânica Prudential desde 2009 e que tem visto um aumento no preço da ação da empresa de mais de 200% nos últimos cinco anos.
O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho do Credit Suisse, Urs Rohner. A missão de Thiam é ajudar a liderar a investida do banco suíço em gestão de fortunas em mercados emergentes. Ex-ministro do governo na Costa do Marfim e sócio da empresa de consultoria McKinsey & Co, Thiam se tornou o primeiro presidente-executivo negro de uma companhia do índice FTSE 100 ao passar a ocupar o cargo mais alto da Prudential, deixando a seguradora Aviva, mas nunca administrou um banco.
Dougan vinha recebendo pedidos para deixar o posto desde o ano passado, quando o Credit Suisse fechou o acordo de US$ 2,5 bilhões com autoridades dos Estados Unidos por ajudar clientes a sonegarem impostos por meio de contas secretas.
Rohner disse que a experiência internacional de Thiam, particularmente nos setores de gestão de fortunas e de ativos e no desenvolvimento de novos mercados, pavimentou o caminho para sua nomeação, que foi divulgada durante a noite por vários veículos da mídia, incluindo a Reuters.
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