April 15, 2015
No entendimento de Josiane Biancon da Veiga, da gaúcha Aje Corretora de Seguros, de Ijuí e cidades vizinhas, quanto mais espaço houver para a vítima do trânsito requisitar o direito à indenização, melhor. Contudo, ela reconhece que o atendimento em múltiplos canais é falho, deixa muito a desejar e, portanto, não cumprem a contento a sua função.
Ela conta, por exemplo, que inúmeros clientes já confidenciaram não ter suas dúvidas completamente esclarecidas no atendimento em agências postais. "Aos Correios, avalio que caberia apenas desempenhar o papel de indicar (a assistência dos) corretores, os profissionais capacitados para atender a demanda", opina.
Josiane Veiga reconhece também que as vítimas ignoram seus direitos. "O que mais se vê na ponta (do atendimento) são pessoas que chagam até você completamente desinformadas", relata, para em seguida exemplificar: Há casos de pessoas vítimas de ferimentos que acreditam não ter o direito à indenização por achar que o DPVAT pode não ter sido pago, já que não sabem informar quem foi o motorista que provocou o atropelamento, pois ele fugiu do local do acidente. "É da desinformação que as brechas se abrem para terceiros gerarem lucro, usando as vítimas", sentencia.
Para ela, só campanhas de conscientização são capazes de levar o DPVAT ao conhecimento da população. Ela entende que tais campanhas devem mostrar mais claramente a proprietários de veículos e a possíveis beneficiários como o dinheiro do seguro é empregado.
Ela prega, inclusive, a revisão do prêmio arrecadado pelo DPVAT de motocicletas, categoria de veículo mais envolvida em acidentes de trânsito. A ideia é tornar o preço mais compatível com a sinistralidade. No entanto, ela é contra regionalizar o prêmio, que, para ela, deve continuar único para todo o País, embora alegue não ter uma opinião formada sobre o assunto. É que Josiane acredita que em alguns estados os preços subiriam muito acima do que viesse a se estabelecer como média nacional.
O controle de preços do DPVAT, aliás, no entendimento dela, é tarefa que cabe mesmo ao governo desempenhar. Ela não vê espaço para uma eventual liberdade tarifária no DPVAT. E diz que, de uma maneira geral, "sabemos que o mercado segurador estabelece seus preços mediante taxas de sinistros, pagamentos, entre outros fatores. Assim, apesar do primeiro momento nos levar a acreditar que o preço baixa, a verdade é que, a longo prazo, a tendência é subir, e acima das condições que muitas pessoas têm para pagar".
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