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Tarifaço EUA x China altera rotas globais e encarece seguros de carga no Brasil

Guerra comercial pressiona o transporte marítimo e amplia riscos para exportadores e importadores brasilei ...



Transporte
May 9, 2025

Por REP Seguros
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A escalada na guerra comercial entre Estados Unidos e China voltou a mexer com as estruturas do comércio global. Com o anúncio de novas tarifas de importação por ambos os lados em 2025, o setor de transporte marítimo já sente os impactos. A redução nas trocas bilaterais entre as duas maiores economias do mundo provoca a reconfiguração de rotas, flutuações nos fretes e aumento dos riscos logísticos — e o Brasil está no meio desse turbilhão.

A depender do produto, os EUA elevaram tarifas de até 25% sobre bens chineses, enquanto a China retaliou com sobretaxas similares sobre produtos norte-americanos. Com isso, muitos operadores logísticos e empresas redirecionam cargas, pressionando portos em rotas alternativas e criando gargalos em regiões como América do Sul, Sudeste Asiático e Europa.

Para o Brasil, os efeitos são diretos. De um lado, há o aumento da demanda por exportações de commodities, como soja, minério de ferro e carne, especialmente para a China. Do outro, a importação de máquinas, componentes eletrônicos e insumos industriais — muitos dos quais de origem chinesa — sofre com prazos mais longos e fretes mais caros. Segundo dados da Associação Brasileira de Logística (Abralog), o custo médio do transporte marítimo aumentou 18% no primeiro quadrimestre de 2025, comparado ao mesmo período do ano passado.

O mercado de seguros de carga acompanha essa movimentação com atenção. "Sempre que há instabilidade nas rotas e aumento dos prazos, o risco logístico cresce — seja por avarias, furtos, desvios ou até eventos climáticos em rotas alternativas", explica Patrícia Freitas da Luz, especialista da REP Seguros. "Além do impacto nas taxas de prêmios, cresce também a demanda por apólices mais customizadas, com cobertura adicional para eventos imprevistos".

Outro efeito percebido é a busca por mais segurança contratual. Em um cenário de incerteza, empresas brasileiras têm revisado seus contratos de importação e exportação, exigindo coberturas mais abrangentes e cláusulas específicas para atrasos e interrupções de entrega. "O seguro deixou de ser um acessório e passou a ser uma ferramenta estratégica de proteção ao negócio", completa Patrícia.

Para a REP, que atua com soluções especializadas em transporte e logística, o momento exige atenção redobrada das empresas. O acompanhamento do cenário geopolítico e a gestão proativa dos riscos operacionais são essenciais para diminuir prejuízos e manter a competitividade no comércio internacional.





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