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CPI da Máfia das Próteses realiza audiência

Encontro nesta quarta-feira reunirá representantes de algumas das lideranças de Saúde SuplementarA Comissã ...



Geral
May 6, 2015

Encontro nesta quarta-feira reunirá representantes de algumas das lideranças de Saúde Suplementar

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia das Próteses realiza audiência pública nesta quarta-feira (6); a partir das 14 horas, no plenário 1. A máfia das próteses foi constatada em cinco estados, onde médicos obrigam pacientes a comprar próteses, muitas vezes sem necessidade. Os profissionais receberiam dos fabricantes entre 15% e 50% do valor dos produtos. Estarão presentes ao debate o representante da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) Pedro Ramos; o presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino; o presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP); Francisco Balestrin; e  um representante do Hospital Albert Einstein.

No fim do mês passado, vários deputados sugeriram alguma forma de regulação de preços para o setor para evitar distorções que os consumidores e o sistema de saúde não conseguem detectar. Isso porque a diretora da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Martha Oliveira, ouvida pela CPI, afirmou que, dependendo da região, o preço de um stent coronário varia de R$ 4 mil a R$ 27 mil. Já um marcapasso pode custar R$ 29 mil ou R$ 90 mil, segundo reportagem da Agência Câmara.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, já reconheceu, em audiência na CPI, a existência de ilegalidades no setor de dispositivos médicos implantáveis no Brasil. O Ministério da Saúde encaminha os casos de irregularidades para a Polícia Federal, uma vez que a pasta não tem o poder de polícia. Ele disse que foi criado um grupo de trabalho, que deverá apresentar, no segundo semestre, sugestões para resolver as dificuldades enfrentadas pelo setor.

O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro de Brito Ribeiro, também admitiu que os médicos já sabiam da existência dessa máfia. Ribeiro disse aos integrantes da CPI que notícias sobre cirurgias e implantes desnecessários percorrem corredores de hospitais há vários anos, mas há uma dificuldade em investigá-las porque ninguém denuncia formalmente.





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