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Eleições, volatilidade e risco: os impactos do cenário político sobre o mercado de seguros

Historicamente, o mercado de seguros depende da previsibilidade para gerir riscos, precificar produtos e a ...



Geral
January 26, 2026

Por CQCS
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O mercado de seguros, como um dos setores mais sensíveis ao ambiente macroeconômico, passa a adotar maior cautela com a aproximação das eleições presidenciais. O avanço da disputa aumenta a incerteza sobre os rumos da economia brasileira, com períodos marcados por maior volatilidade, diante da dificuldade de antecipar a condução da política fiscal, a trajetória da dívida pública e o cenário econômico pós-eleição. O assunto é tratado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) na Conjuntura nº 129.

Historicamente, o mercado de seguros depende da previsibilidade para gerir riscos, precificar produtos e administrar compromissos de médio e longo prazos. De acordo com a CNseg, a experiência de eleições anteriores mostra que o aumento da incerteza tende a provocar subidas e descidas mais intensas nos preços dos ativos, mesmo sem deterioração imediata dos fundamentos.

“O comportamento da taxa de câmbio é um dos canais mais sensíveis a esse contexto”, aponta a Confederação em sua Conjuntura nº 129. À medida que a eleição se aproxima, cresce a volatilidade especialmente nos meses que antecedem o segundo turno. Esse cenário também aparece no mercado de risco soberano: mesmo em eleições mais previsíveis, o Credit Default Swap (CDS) do Brasil costuma subir no período pré-eleitoral, indicando a presença recorrente do risco político. Em ciclos mais críticos, como o de 2002, essa alta foi mais intensa e persistente.

Esse conjunto de fatores também tende a pressionar as condições financeiras, com impacto sobre as curvas de juros, variável central para o equilíbrio de produtos de longo prazo e para o planejamento do setor.

A incerteza eleitoral também se reflete nas expectativas de inflação. Conforme a disputa avança, cresce a divergência entre as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sinalizando menor consenso sobre o cenário à frente. A depender do grau de instabilidade, essa dispersão das expectativas se estende para horizontes mais longos, ampliando a margem de erro das estimativas.

Para a CNseg, esse ambiente ganha relevância adicional diante das restrições fiscais à frente. A convergência às metas do arcabouço fiscal a partir de 2027 exigirá uma trajetória consistente de resultados primários e elevado grau de credibilidade institucional, independentemente da orientação do governo eleito. 

Os impactos tendem a ser mais sensíveis em ramos de longo prazo, como Vida, Previdência e Capitalização, mais expostos às oscilações de juros e à reprecificação de ativos. Já na Saúde Suplementar, os efeitos se somam à dependência do mercado de trabalho e à dinâmica dos custos assistenciais.





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