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"Um imperativo, não uma pílula mágica": estudo mostra que seguradoras buscam construir confiança e valor com IA

Pesquisa indica cautela das seguradoras na ampliação dos investimentos em IA.



Geral
March 4, 2026

Por SAS
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O negócio de seguros é baseado em confiança. Da mesma forma, a inteligência artificial não funciona sem confiança: usuários e consumidores precisam acreditar que ela fornece respostas precisas, baseadas em dados sólidos. No entanto, como mostra um novo relatório do SAS, confiança na IA é um tema complexo, com usuários confiando mais na IA generativa do que na IA tradicional, mas nem sempre investindo na governança necessária para garantir que essa confiança seja justificada.

À medida que o setor entra em um ano em que muitos esperam que a IA gere um salto significativo em valor para os negócios, as seguradoras enfrentam um ponto de inflexão: a adoção da IA está acelerando, mas as empresas precisam resolver questões relacionadas à governança e à maturidade dos dados antes de conseguirem explorar todo o potencial da tecnologia.

"Nossa pesquisa mostra que o setor de seguros está alinhado aos outros segmentos, se não ligeiramente à frente, quando o assunto é a entrega de uma IA confiável", afirma Kathy Lange, diretora de pesquisa da prática de IA e automação do IDC. "No entanto, quando analisamos o nível de maturidade das infraestruturas de IA e de dados, as seguradoras ainda ficam para trás."

"A IA é um imperativo para os negócios, mas não é uma pílula mágica", acrescenta Franklin Manchester, Global Insurance Strategic Advisor do SAS. "Para que a IA gere valor em toda a organização, ela precisa ser sustentada por pessoas talentosas e alimentada por dados robustos e conectados. As seguradoras que conseguirem incorporar a IA às suas operações existentes – e estabelecer a governança necessária para entregar uma IA segura e responsável em escala – terão uma vantagem competitiva em crescimento, inovação e na geração de valor para seus clientes."

Seguradoras adotam uma abordagem cautelosa em relação à IA

O impacto dos Dados e da IA: O imperativo da confiança, relatório do IDC encomendado pelo SAS, revela uma série de aspectos que indicam que o setor de seguros, ao menos em comparação com os outros segmentos, está adotando uma abordagem criteriosa e estruturada na adoção da IA:

Baixo nível geral de maturidade em IA.

O relatório destaca que, entre os quatro setores analisados (sendo os outros segmentos governo, ciências da vida e bancário), "o setor de seguros apresenta o menor nível de maturidade tanto em relação à IA quanto à infraestrutura de dados". Apenas 7% das seguradoras se consideram "transformadoras", o menor percentual entre todos os setores analisados. Além disso, 14% ainda operam com infraestrutura de dados em silos, o que desacelera a inovação e limita a adoção ao nível corporativo.

Perfil conservador de investimentos. 

Cerca de 8% das seguradoras esperam aumentar seus gastos com IA em pelo menos 20% no próximo ano, enquanto quase 60% afirmam que preveem um crescimento entre 4% e 20%. Aproximadamente um terço disse esperar um aumento ainda menor (3% ou menos), ou até mesmo uma redução nos investimentos.

 

Lacunas de confiança. 

Apenas 9% das seguradoras combinam um alto nível de confiança na tecnologia com capacidades robustas de IA confiável. Mais de 40% se enquadram nas categorias de subutilização (baixa confiança em sistemas confiáveis) ou dependência excessiva (alta confiança em sistemas ainda não comprovados).

Desafios para a modernização da IA. 

Mais da metade dos respondentes do setor de seguros (51%) afirma que suas organizações não contam com uma governança de dados eficaz, e o mesmo percentual disse que suas bases de dados não são centralizadas nem otimizadas. Quase a mesma proporção (44%) também percebe uma escassez de talentos especializados em IA.

O caminho para a geração de valor com IA

À medida que as seguradoras avançam em direção à maturidade em IA, elas devem concentrar seus esforços nas aplicações que geram mais valor, ou seja, as que impulsionam o crescimento. O estudo constatou que iniciativas voltadas apenas para redução de custos apresentam o menor retorno entre os casos de uso de IA. As maiores oportunidades estão na melhoria da experiência do cliente, na expansão do market share e no fortalecimento da resiliência.

"Tornar os processos mais eficientes continua sendo importante", afirma Manchester. "Mas as seguradoras mais competitivas irão priorizar o uso de IA para inovar e impulsionar o crescimento dos prêmios por meio de experiências excepcionais para os clientes."





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