March 25, 2026
Por SindsegRS
Apesar do triunfo do Grêmio sobre o Vitória, na última quinta-feira (19), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), um fato marcante chamou ainda mais a atenção: o lateral-esquerdo Marlon teve que sair de ambulância após fraturar o tornozelo direito.
O atleta passará por uma cirurgia e o prazo estimado para retorno aos gramados é de cinco meses, segundo o Globo Esporte. Acidentes como esse mostram como é fundamental que atletas e clubes estejam protegidos.
O futebol é um esporte de contato e de alta performance. Então, os atletas profissionais estão constantemente expostos a riscos físicos durante treinos e partidas.
De acordo com Liciane da Luz, fundadora e head de negócios da Atleta Seguro, conta que, mesmo com investimentos crescentes em prevenção, tecnologia e equipes médicas especializadas, o risco de lesões graves, capazes de encerrar precocemente uma carreira, continua sendo uma realidade inerente ao esporte.
A especialista explica que os seguros mais recomendados são aqueles voltados à proteção contra a incapacidade definitiva para o exercício da profissão, garantindo ao atleta uma compensação financeira caso não possa mais atuar.
“Entre as principais coberturas, destaca-se a invalidez laborativa permanente e total, considerada a mais adequada para a realidade esportiva”, detalha Liciane. “Esse tipo de seguro assegura o pagamento integral do capital segurado quando o atleta fica impossibilitado, de forma definitiva, de exercer sua atividade profissional”, completa.
Liciane também justifica que, em situações envolvendo atletas de clubes estruturados, como é o caso de Marlon, do Grêmio, normalmente já existe um ecossistema de proteção mais robusto. “Isso inclui equipe médica especializada, acesso a tratamentos de alto nível, seguro saúde e seguros indenizatórios.
No entanto, o ponto central não está apenas na assistência durante a recuperação, mas na garantia financeira em caso de incapacidade permanente”, afirma.
O seguro saúde garante, ao esportista, a assistência médica necessária em casos de lesões, incluindo fraturas, cirurgias e internações, sem carência para urgências e emergências, como foi o caso do lateral-esquerdo Marlon. Além disso, a solução permite o planejamento de exames preventivos, o que se torna uma ferramenta de gestão financeira e médica para os clubes do país.
Um ponto de destaque ressaltado pela especialista é que, atualmente, o mercado brasileiro ainda não conta com um produto específico capaz de mitigar integralmente o risco financeiro de um clube quando um atleta importante fica afastado por lesão.
“Embora o atleta seja um ativo relevante, sua proteção securitária está, em geral, concentrada em seguros de vida e acidentes pessoais, com cobertura para eventos mais graves, como invalidez permanente ou morte, ou seja, situações extremas”, argumenta.
No entanto, Liciane também destaca que, presentemente, já existem estruturas de apólices que podem ser desenhadas para também proteger o interesse da instituição, prevendo indenização em casos de perda definitiva do atleta, beneficiando não apenas o atleta e seus herdeiros, mas também o próprio clube.
O papel dos corretores de seguros
Trabalhar com futebol ainda é visto como um sonho distante por muitas pessoas, restrito a jogadores, técnicos ou profissionais diretamente ligados aos clubes. No entanto, esse universo vai muito além das quatro linhas e abre espaço para diversas áreas de atuação. Para o corretor de seguros, por exemplo, o segmento esportivo pode representar um nicho promissor.
Em relação à isso, Liciane da Luz enfatiza que os corretores devem atuar de forma consultiva e especializada em um mercado ainda pouco explorado, mas com crescente demanda. Para ela, isso começa pelo entendimento das particularidades do risco esportivo e das exigências legais, o que permite orientar clubes e instituições esportivas sobre coberturas adequadas.
“A atuação junto a essas entidades, inclusive por meio de apólices coletivas, é uma das principais portas de entrada. Ao oferecer produtos adequados e um atendimento especializado, o corretor deixa de ser apenas um intermediário e passa a ser um parceiro estratégico, protegendo tanto o atleta quanto o clube”, finaliza.
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