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Copa do Mundo: como gaúcho pretende ir a todas edições da competição até o fim da vida

Gaúcho Rodrigo Azevedo, economista, planejador financeiro CFP® e sócio-fundador da GT Capital, viaja para ...



Geral
April 7, 2026

Por GT Capital
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Ir a uma Copa do Mundo pode parecer um objetivo distante para muitos brasileiros, mas, na avaliação do gaúcho Rodrigo Azevedo, economista e sócio-fundador da GT Capital, o maior entrave nem sempre é apenas a falta de dinheiro, e sim a ausência de planejamento. Para o especialista, transformar esse desejo em realidade passa por disciplina, estratégia e decisões compatíveis com a realidade financeira de cada pessoa.
 

Com experiência em três edições do torneio e já se preparando para a quarta, Rodrigo adotou a Copa como um objetivo recorrente de longo prazo. "Eu passo quatro anos me preparando para a próxima grande experiência", afirma. Ao longo do tempo, estruturou um método simples e replicável, baseado em organização antecipada e constância.
 

Como se planejar na prática?
 

Na prática, esse planejamento começa cedo no fim da última Copa do Mundo. Para a Copa de 2026, ele iniciou a preparação financeira em janeiro de 2023, acumulando recursos ao longo de três anos. A estratégia foi baseada em aportes mensais de R$ 750 em um investimento conservador, como o Tesouro Selic, priorizando previsibilidade e disciplina ao invés de risco.
 

O primeiro passo, segundo ele, é tirar o plano do campo da intenção e levá-lo para o papel. Isso envolve estimar o custo da viagem, dividir o valor pelo tempo disponível até o evento e definir um valor mensal de poupança.
 

Outro ponto central é considerar a moeda do país-sede desde o início. Como a próxima Copa terá custos majoritariamente em dólar, a estratégia pode incluir aportes recorrentes na moeda estrangeira ao longo dos anos, diluindo o risco cambial e evitando concentração de compra em um único momento.

Rodrigo também recomenda pesquisar previamente o custo médio do destino. Passagens, hospedagem, alimentação e ingressos devem ser estimados com antecedência para transformar o sonho em um plano financeiro concreto.
 

Além disso, ele sugere algumas medidas práticas que podem facilitar a realização da viagem:

  • Criar uma "caixinha" exclusiva para a Copa, separando o valor mensal do restante das finanças
  • Antecipar compras estratégicas, como passagens e hospedagem, para reduzir custos
  • Acompanhar a variação do dólar ao longo do tempo para aproveitar melhores momentos de compra
  • Definir o tempo de viagem com antecedência, ajustando o plano à realidade financeira
  • Considerar dividir custos com amigos ou familiares, especialmente hospedagem

Para ele, o ponto de virada está na disciplina ao longo do tempo. "Não dá para depender de sorte ou de uma aposta para realizar um objetivo como esse. O que funciona é constância. É definir um valor, investir todos os meses e tratar esse sonho como uma prioridade real. Quando você faz isso, a viagem deixa de ser um desejo distante e passa a ser um plano possível."
 

Não saia do orçamento
 

A adequação da viagem ao orçamento é outro fator decisivo. Nem sempre é necessário esperar o cenário ideal para viver a experiência. Viagens mais curtas, com menos conforto ou sem todos os jogos da seleção, podem ser uma porta de entrada viável. "A experiência da Copa vai muito além do jogo. Estar lá, viver o ambiente, já faz tudo valer a pena", destaca.
 

As estimativas mostram como a experiência pode variar de acordo com o padrão escolhido. Para uma viagem com mais conforto, considerando cerca de 11 dias e os três primeiros jogos do Brasil, o custo pode chegar a aproximadamente R$ 50 mil. Já em uma versão mais econômica, o valor gira em torno de R$ 24 mil, ainda permitindo acompanhar partidas da seleção e viver o clima do torneio.
 

Outra alternativa para reduzir custos é flexibilizar a experiência: ficar menos dias, assistir menos jogos ou até viajar sem ingressos, focando em fan fests e no ambiente das cidades-sede. Essa estratégia permite vivenciar a Copa com um orçamento significativamente menor.
 

Na organização da viagem, a recomendação é assumir protagonismo no planejamento. "Montar o roteiro por conta própria tende a reduzir custos e ainda amplia o envolvimento com a experiência antes mesmo do embarque. Em viagens em grupo, a divisão de responsabilidades entre passagens, hospedagem e ingressos pode tornar o processo mais eficiente", afirma.
 

Em relação aos ingressos, a orientação é ser flexível. Categorias mais baratas podem não oferecer a melhor visão do campo, mas garantem o principal: estar dentro do estádio e viver o evento.
 

Como investir?
 

Entre os erros mais comuns, Rodrigo destaca o adiamento constante. Muitas pessoas dizem que irão à próxima Copa, mas não iniciam o planejamento e acabam repetindo esse ciclo a cada quatro anos. "O maior erro é não começar", resume.
 

Outro erro recorrente é tentar transformar o objetivo em uma aposta financeira, concentrando recursos em ativos de alto risco na expectativa de ganhos rápidos: "A estratégia mais eficiente continua sendo a consistência, com aportes mensais e foco em segurança", comenta.
 

Além do aspecto financeiro, Rodrigo destaca que a experiência de uma Copa do Mundo vai além do lazer. O contato com diferentes culturas, o ambiente internacional e as conexões geradas ampliam repertório e podem trazer impactos positivos inclusive na vida profissional.
 

"Acredito que a lógica usada para planejar uma Copa pode ser aplicada a qualquer objetivo relevante. Seja uma viagem, a compra de um imóvel ou um curso no exterior. O caminho passa por planejamento, disciplina e constância", complementa.





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