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Artemis II: Alper Seguros analisa os "pilares invisíveis" que garantem o sucesso das missões lunares

Com a conclusão da jornada de 10 dias da cápsula Orion, especialista destaca como o mercado global de segu ...



Geral
April 27, 2026

Por Alper Seguros
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A missão Artemis II, que marcou o retorno tripulado à órbita lunar após mais de 50 anos, não foi apenas um marco tecnológico, mas um desafio sem precedentes para o mercado de riscos. Entre o lançamento e o retorno à Terra, concluído em 11 de abril, a operação evidenciou o papel vital do seguro na proteção de bilhões de dólares em investimentos e na segurança de vidas humanas.
 

Diferente de apólices tradicionais, o seguro espacial é uma estrutura dinâmica. Segundo Fábio Ursaia, SVP de Riscos Corporativos e Resseguros da Alper Seguros, o risco evolui conforme a cápsula Orion avança no espaço.
 

"A Artemis II deve ser entendida como uma sequência de riscos que se transformam. Não é uma exposição contínua, mas diferentes naturezas de risco — da fabricação ao lançamento, onde o potencial de perda total é imediato, até a performance da missão em órbita", explica Ursaia.
 

As camadas de proteção no espaço

A engenharia financeira por trás de uma missão desse porte divide-se em dois grandes blocos:

Hardware: Cobertura de danos físicos ao foguete, cápsula e componentes durante construção, testes e transporte.

Responsabilidade Civil: Proteção contra prejuízos causados a terceiros durante todas as fases, incluindo a reentrada na atmosfera.
 

Para Ursaia, o diferencial deste setor é a cobertura de falha de missão. "No setor espacial, a análise vai além do dano físico. O risco central está na capacidade de a missão cumprir seu objetivo. Por isso, a cobertura de performance assume um papel fundamental", destaca o executivo da Alper.
 

Desafios de um mercado bilionário

A precificação desses riscos ainda é um dos maiores desafios globais devido à escassez de dados históricos. Cada missão é singular, exigindo que o mercado de resseguros atue em uma "torre de capacidade", onde diversos players mundiais dividem a exposição.
 

"O setor exige uma abordagem baseada em engenharia e análise técnica profunda. O mercado global é concentrado; um único evento pode consumir boa parte do capital disponível, o que torna essencial a distribuição do risco entre múltiplos participantes", afirma Ursaia.
 

Com o sucesso da Artemis II e a perspectiva de voos comerciais frequentes, a tendência é que novos riscos — como detritos orbitais e ameaças cibernéticas — passem a ser melhor modelados. Para a Alper Seguros, o mercado evoluirá conforme esses eventos se tornem mais repetíveis, consolidando o seguro como a base necessária para a jornada humana além da órbita terrestre.





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