May 5, 2026
Por FVL Consórcios
O avanço dos juros no Brasil ao longo de 2025 tem levado consumidores a buscar alternativas para reduzir custos e melhorar a organização financeira. Nesse cenário, o consórcio tem ganhado espaço não apenas como forma de aquisição, mas como estratégia para pagar menos e formar patrimônio no médio e longo prazo.
Dados do Banco Central indicam que as taxas de juros para pessoas físicas seguiram elevadas em 2025, pressionando modalidades tradicionais de crédito, como o financiamento. Esse cenário tem levado consumidores a buscar alternativas que reduzam o custo total das aquisições e permitam maior previsibilidade financeira.
Nesse contexto, o sistema de consórcios manteve crescimento consistente. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, o setor superou R$500 bilhões em créditos comercializados em 2025, com cerca de 5 milhões de cotas vendidas no período e mais de 11 milhões de participantes ativos. O desempenho reflete uma mudança gradual na forma como o brasileiro planeja a aquisição de bens.
Para Carlos Fuzinelli, sócio-fundador e CEO da FVL Consórcios e especialista em expansão de franquias no setor financeiro, o consórcio tem sido cada vez mais utilizado como estratégia de construção patrimonial. “O consórcio deixa de ser apenas uma alternativa ao financiamento e passa a ser uma ferramenta de planejamento. O consumidor não está só pensando em comprar, mas em como comprar melhor e com menor impacto financeiro ao longo do tempo”, afirma.
Diferentemente do financiamento, que envolve a incidência de juros para antecipação do crédito, o consórcio opera por meio da formação de capital coletivo, com cobrança de taxa de administração. Essa estrutura permite que o valor final pago pelo bem seja significativamente menor.
Na comparação com o financiamento, a diferença no custo total é significativa. Sem a incidência de juros, o consórcio permite ao consumidor direcionar o valor pago para a formação de patrimônio, e não para encargos financeiros.
Além da redução de custo, o modelo contribui para a disciplina financeira. Ao assumir parcelas mensais programadas, o consumidor cria um hábito de poupança direcionada. “Muitas pessoas utilizam o consórcio como uma forma de se organizar financeiramente. Ele funciona como um compromisso de longo prazo voltado para a construção de patrimônio”, diz.
O uso estratégico da modalidade também tem se ampliado. Há consumidores que utilizam cartas de crédito para aquisição de imóveis com potencial de valorização, geração de renda por meio de aluguel ou até diversificação de investimentos.
“O consórcio permite acessar ativos que, muitas vezes, não seriam viáveis à vista. Quando bem planejado, ele pode ser uma ferramenta importante de crescimento patrimonial”, afirma.
Mesmo com esses avanços, o financiamento ainda lidera entre as opções mais utilizadas, principalmente por atender à demanda imediata. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança mostram que o crédito imobiliário movimentou mais de R$150 bilhões em 2025, evidenciando que a urgência ainda pesa na decisão do consumidor.
Por outro lado, especialistas apontam que o custo dessa urgência tem se tornado mais evidente. Compromissos de longo prazo com juros elevados impactam a capacidade de consumo e de investimento das famílias.
“O consumidor começa a perceber que não basta adquirir um bem, é preciso avaliar o impacto financeiro dessa decisão ao longo dos anos. O consórcio ganha espaço justamente por oferecer essa possibilidade de planejamento”, diz.
O pagamento à vista segue como a opção mais vantajosa do ponto de vista financeiro, mas está restrito a uma parcela menor da população. Dados do IBGE indicam que a maioria das famílias brasileiras ainda depende de parcelamento para aquisição de bens de maior valor.
Nesse cenário, o consórcio se posiciona como uma alternativa intermediária entre acesso e custo. Ele não atende à urgência, mas oferece previsibilidade, menor custo total e possibilidade de organização financeira.
Com o crédito mais caro e maior conscientização sobre endividamento, a tendência é que o consórcio amplie sua participação no mercado nos próximos anos, não apenas como meio de compra, mas como estratégia de construção de patrimônio.
“O consórcio deixa de ser apenas uma forma de compra e passa a ser uma estratégia financeira. Ele permite reduzir custos e, ao mesmo tempo, construir patrimônio de forma mais eficiente”, conclui.
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