Por Isabela Zampiron | Seguro Gaúcho
Há profissionais que escolhem o mercado de seguros. E há os que foram escolhidos por ele. Juliane Louzada se encaixa na segunda categoria e não se arrepende nem um pouco disso.
Tudo começou com a necessidade de trabalhar e uma oportunidade que surgiu na MAPFRE Seguros, na época ainda chamada Mapfre Vera Cruz. Ela agarrou a chance com tudo que tinha. "Dei o meu melhor, aprendi tudo o que podia, tive excelentes professores ao longo do caminho", conta. "Quando percebi, já tinham se passado 23 anos."
Hoje sócia da NH Assessoria em Seguros, Juliane construiu uma carreira marcada por dedicação em cada etapa e por uma descoberta que viria transformar não só sua vida pessoal, mas a maneira como enxerga o próprio trabalho.
A maternidade bateu à porta junto com os 30 anos. Na época gestora da Unicred, Juliane confessa que chegou àquele momento com uma mistura de curiosidade e receio. "Eu não tinha certeza se queria ou se estava pronta para uma responsabilidade tão grande", lembra. "Pensei: vou tentar, se tiver que ser, será."
E foi. Ela engravidou no primeiro mês após parar o anticoncepcional. O susto inicial deu lugar a algo inesperado: um amor pela gravidez que ela não sabia que existia. "É realmente um milagre acontecendo dentro da gente. Passei a olhar gestantes com outros olhos."
Conciliar filhos e carreira nunca foi uma equação simples. Juliane não romantiza: os dois mundos colidem, e não são poucas as vezes. Semanas cuidadosamente organizadas desmoronam quando uma criança adoece e precisa ficar 15 dias em casa. "Todos os planos mudam", diz ela. O que aprendeu ao longo do caminho foi a transformar esse imprevisível constante em exercício de prioridade.
Existe algo no mercado segurador que, segundo Juliane, facilita a vida de quem vive as duas jornadas ao mesmo tempo: a essência do próprio setor.
"Trabalhar com proteção muda o nosso olhar. Lidamos diariamente com riscos e isso nos torna mais conscientes sobre a importância de estarmos preparados", explica. Para uma mãe, essa consciência vai além do profissional: quais seguros contratar, o que organizar, como garantir que os filhos estejam protegidos e bem assistidos. "Essa consciência acaba sendo um grande diferencial."
Quando o assunto é receptividade do mercado a mães, Juliane tem uma visão otimista: nunca enfrentou barreiras no setor. Para ela, a diferença não está na área de atuação, mas nas pessoas. "Onde houver pessoas humanas de verdade, haverá compreensão e apoio — independentemente da área."
A maternidade deixou marcas visíveis na forma como Juliane se relaciona com clientes. Uma comunicação diferente: mais humana, mais próxima do que as famílias de verdade precisam ouvir.
"Eu passei a entender melhor as necessidades dos clientes e o quanto a proteção impacta diretamente a vida de quem eles amam", afirma. O trabalho ganhou outro peso. Vinte e três anos depois daquela primeira oportunidade na Mapfre, Juliane Louzada segue no mercado que a escolheu. Com duas jornadas que, longe de se oporem, se completam e que juntas formam a profissional e a pessoa que ela é hoje.
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