June 12, 2026
Por Isabella Zampiron | Seguro Gaúcho
Em 2006, Paulo trabalhava como sócio-corretor em uma corretora de seguros e estava insatisfeito. A vontade de abrir o próprio negócio existia, mas o medo também: largar o certo pelo duvidoso não é fácil. Foi Edimara, então comercial numa seguradora, quem o convenceu a dar o passo. Os dois sentaram, levantaram as contas fixas, e ela foi direta: não teria problema e o que faltasse, ela segurava.
Em agosto de 2006, a Alínea Corretora de Seguros abriu as portas. Por uma década, cada um seguiu seu caminho profissional: Paulo tocando a corretora, Edimara na seguradora. Em 2016, os dois passaram a trabalhar juntos. O contrato social foi alterado e Edimara se tornou sócia oficial da Alínea.
Um ajuste que levou tempo
A divisão de tarefas, no começo, não foi tranquila. Com perfis profissionais distintos, surgiram atritos, mas as coisas foram se acomodando. Hoje, Paulo cuida do dia a dia da corretora, enquanto Edimara busca novos negócios, responde pela área de consórcios e administra as redes sociais.
Quando surgem discordâncias sobre estratégias, o caminho é dar tempo ao tempo. "Voltamos ao assunto e conversamos até chegar a um consenso", conta Paulo. Como boa parte da estratégia já está definida desde o início, os embates não são frequentes.
Home office sem fronteiras rígidas
Desde a pandemia, os dois trabalham em casa. Com isso, as fronteiras entre vida pessoal e profissional ficaram ainda mais fluidas e eles optaram por não forçar uma separação artificial. "Procuramos conversar o mínimo possível de trabalho nos momentos de descanso, mas se for inevitável, conversamos sobre negócios", explica Paulo. Para os clientes, a postura é clara e objetiva: consciência e experiência profissional suficientes para garantir que desentendimentos pessoais nunca cheguem até eles.
O episódio mais incômodo
A memória mais difícil da relação entre vida pessoal e profissional vem de antes de 2016, da época em que o casal ainda não trabalhava junto. Mesmo sem ser a comercial responsável pelo atendimento da Alínea, ela foi obrigada a reportar à diretoria da empresa que tinha um relacionamento com um corretor de seguros. "Foi bem chato, pois a obrigou a abrir sua vida pessoal e privacidade", recorda Paulo.
O que duas décadas ensinaram
Para casais que pensam em empreender juntos, o conselho de Paulo e Edimara passa pelo respeito mútuo acima de tudo. Saber ouvir a ideia do outro, debater sem deixar virar briga, ter resiliência e aceitar que não vão concordar sempre. Além disso, entender que as divergências, muitas vezes, podem ser positivas.
VEJA TAMBÉM
Novos documentos reúnem orientações sobre proteção cibernética, governança e procedimentos contábeis aplic ...
Representantes do mercado de seguros participaram de painel que reforçou a importância da atuação masculin ...
Esta é a primeira vez que as quatro empresas do Grupo CNP Seguradora são indicadas simultaneamente à premi ...






