July 9, 2026
Por Korsa Riscos e Seguros
O aumento do endividamento das famílias brasileiras tem exigido decisões cada vez mais criteriosas sobre o orçamento doméstico. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em abril de 2026, 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida, um indicador que evidencia o desafio de equilibrar as finanças sem abrir mão da proteção do patrimônio e da segurança financeira.
Em momentos de maior restrição orçamentária, é comum que despesas consideradas "não essenciais" sejam as primeiras a entrar na lista de cortes. No entanto, especialistas alertam que cancelar seguros sem uma análise criteriosa pode representar um risco ainda maior para as finanças da família, especialmente diante de imprevistos que podem gerar perdas patrimoniais significativas. Para James Theodoro, CEO da Korsa Riscos & Seguros, o cenário atual exige uma mudança na forma como os consumidores enxergam a contratação de seguros.
"Muitas pessoas associam o seguro apenas a um custo mensal, quando, na realidade, ele funciona como um mecanismo de proteção financeira. Em um momento em que as famílias estão mais endividadas, um único imprevisto pode comprometer ainda mais o orçamento. Por isso, a escolha das coberturas precisa ser estratégica e compatível com a realidade de cada família", afirma.
Segundo o executivo, o primeiro passo é identificar quais bens e riscos têm maior potencial de causar impacto financeiro caso ocorra um evento inesperado. Em muitos casos, seguros residenciais, automotivos e de vida oferecem uma relação custo-benefício mais vantajosa do que o consumidor imagina.
"O erro mais comum é contratar coberturas desnecessárias ou, no extremo oposto, cancelar totalmente a proteção para reduzir despesas. O ideal é revisar as apólices, entender quais garantias realmente fazem sentido e adequar o seguro às necessidades atuais, preservando aquilo que é essencial", explica.
Outra orientação é buscar uma análise personalizada antes de contratar ou renovar qualquer apólice. O perfil da família, o patrimônio acumulado, a rotina e até mesmo o momento financeiro influenciam diretamente na escolha das coberturas mais adequadas.
"Não existe um seguro padrão para todos. Uma família que depende do carro para trabalhar tem prioridades diferentes de quem utiliza transporte público. Da mesma forma, quem possui um imóvel financiado ou pequenos negócios também precisa avaliar riscos específicos. O planejamento evita gastos desnecessários e garante uma proteção mais eficiente", ressalta Theodoro.
Além de proteger bens materiais, o seguro também pode contribuir para preservar a estabilidade financeira da família diante de situações inesperadas, como acidentes, incêndios, roubos, desastres naturais ou falecimento do principal provedor de renda.
"Quando o orçamento está apertado, a capacidade de absorver perdas é muito menor. É justamente nesses momentos que a proteção financeira ganha importância. O seguro não evita o problema, mas impede que um evento inesperado se transforme em uma crise financeira ainda maior", destaca.
Para o CEO da Korsa Riscos & Seguros, a educação financeira também passa pela compreensão do papel dos seguros dentro do planejamento patrimonial.
"Proteger o patrimônio não significa gastar mais, mas investir de forma inteligente naquilo que realmente importa. Um bom planejamento permite equilibrar orçamento, segurança e tranquilidade, mesmo em períodos de maior pressão financeira. O objetivo não é ter o seguro mais caro, e sim a proteção mais adequada para cada realidade", conclui.
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