May 26, 2015
No momento em que o trabalho do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é questionado por setores do governo e do PT, executivos das maiores empresas do país afirmam que, por causa do ajuste em curso, a confiança dos empresários na política econômica começa a ser restabelecida, criando as condições parar retorno dos investimentos.
Os executivos já veem sinais de que, no segundo semestre, a economia terá umdesempenho melhor. "O ajuste nos dá coragem para investir o necessário para continuarmos crescendo", disse o presidente CPFL, Wilson Ferreira Jr., um dos 23 executivos agraciados com o prêmio "Executivo de Valor".
"Tendo passado pelo período mais crítico, que será este primeiro semestre em termos de crescimento econômico, no segudno começa uma pequena recuperação", afirmou Roberto Setúbal, presidente do Itaú Unibanco. "Vejo todo o esforço do governo, neste momento, para criar um superávit primário como solução, não como problema. Vejo como problema os desvios que tivemos anteriormente."
Também premiado na noite de ontem, o presidente da Fiat na América Latina, Cledorvino Belini, disse que o setor automotivo deverá sentir os primeiros sinais de reação no fim do ano. Ele admitiu que não esperava um "freio" tão forte na atividade econômica, mas manifestou confiança na recuperação gradual, à medida que melhorem as expectativas do consumidor sobre a economia. "Entendo que esse ajuste é necessário para recolocar o país no caminho do crescimento".
Apesar do ano difícil, o presidente Whirpool para a América Latina, João Carlos Brega, espera um segundo semestre melhor que o primeiro, "embora pior que o segundo semestre de 2014". Para o presidente da Porto Seguro, Fábio Luchetti, 2015 será um pouco "mais morno" e os negócios só devem começar a se recuperar no quarto trimestre, "quando as mudanças já estarão em pleno vigor e os empresários poderão dimensionar os impactos para voltar a investir".
As opiniões sobre retomada, entretanto, não são unânimes. Representantes de alguns setores que mais têm sofrido com a retração da economia seguem pessimistas. "As exportaçõesvão cair e o mercado interno já está reduzindo. Os investimentos estão congelados. Estamos apenas concluindo o que já estava aprovado", disse Márcio Utsch, presidente da Alpargatas. Já o presidente da WEG. Harry Schmelzer Jr., disse que os projetos da companhia na China e no México estão "a todo vapor", mas, no Brasil, as perspectivas não são positivas.
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