June 11, 2015
Em tempos de crise econômica, a regra é cortar gastos. Mas quando o aperto ameaça o colégio dos filhos, o primeiro desafio é não atrasar as mensalidades. Uma das saídas é o chamado seguro educacional, que muitos pais têm como benefício e não se dão conta.
Relativamente recente no Brasil, onde existe há cerca de 15 anos, o seguro é bastante comum em países como Estados Unidos e Canadá e garante o pagamento das mensalidades em caso de morte, acidente, invalidez e também em situações de perda do emprego ou renda. Algumas escolas oferecem o benefício no ato da matrícula da criança ou adolescente.
É o caso do Colégio Santa Maria, em São Paulo, que tem 3.000 alunos e registrou um aumento de 50% no número de acionamentos por desemprego neste ano, comparado ao mesmo período de 2014. "Vejo como um reflexo dos tempos mais difíceis hoje", diz Edson Franco, analista de finanças da escola.
O benefício é uma garantia de que a formação da criança não será interrompida ou modificada de maneira brusca. "Se o responsável financeiro for demitido, o seguro pagará de três a cinco mensalidades, conforme o contrato. Para ser beneficiado, é preciso ter, ao menos, 12 meses de registro em carteira, não ter sido demitido por justa causa nem aderido a programas de demissão voluntária", explica Patrícia Moreira, gerente da corretora SHT Brasil Insurance, uma das empresas que oferece a modalidade.
Ainda pouco comum
Há duas maneiras de se fazer o seguro educacional: a individual, direto com corretoras e bancos, e a coletiva, feita por meio da escola e oferecida para todos os alunos. A segunda é mais comum e mais barata. Enquanto na primeira o custo fica em torno de 10% a 12% da mensalidade; na segunda, o valor cai para menos da metade disso.
Segundo Josusmar Alves de Sousa, do Sincor (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo); das 6.000 instituições de ensino de São Paulo, apenas 10% têm o plano. "A adesão das escolas ainda é baixa por falta de conhecimento. Elas acham que vão aumentar muito o valor da mensalidade com o benefício."
No Santa Maria, assim que a criança é matriculada, já tem o seguro. Como o plano é coletivo, o aluno terá o benefício de qualquer forma e, mesmo que o responsável recuse, não haverá abatimento na mensalidade.
O mesmo ocorre para os alunos do colégio São Vicente de Paula, também na capital paulista. "É um benefício que damos ao estudante", afirma Claudia Helena Batista de Paula, do departamento financeiro da instituição, que tem 1.200 alunos.
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