July 3, 2015
Presidente da Fenacor avalia temas como Simples e venda ilegal de seguros
Homenageado pelo Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ); o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, aproveitou para ter uma conversa franca com os corretores durante a solenidade realizada nesta terça-feira (30); no Rio de Janeiro. Vergílio avaliou temas como o Simples, a comercialização de produtos marginais por cooperativas e entidades de classe e o fim da expedição da carteira do corretor de seguros.
Para ele, muitos ainda não perceberam a real importância da adesão ao Simples para a categoria. Mas estudo recente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT); dependendo do grau de adesão do segmento, prevê a redução de até R$ 1,4 bilhão no valor anual historicamente destinado pelas corretoras de seguros para o pagamento de impostos. “Esses valores poupados devem ser investidos no desenvolvimento do negócio do corretor, na geração de novos empregos e no aprimoramento da qualidade do atendimento prestado ao cliente”, sugeriu.
O presidente da Fenacor também informou que os primeiros resultados apurados foram surpreendentes: de janeiro a maio deste ano, o número de empresas corretoras de seguros que obtiveram registro para funcionar cresceram 93% em comparação ao mesmo período de 2014. “Isso prova que todos estão buscando a formalização do negócio, o que é muito bom, pois traz mais profissionalismo e responsabilidade”, frisou.
Ainda a respeito desse tema, ele conclamou todos os presentes a responderem ao questionário que a Fenacor disponibiliza em seu site (www.fenacor.org.br) referente à segunda edição do ESECs-PJ, estudo que visa a delinear o novo perfil das empresas corretoras de seguros. O resultado da pesquisa será divulgado no Congresso dos Corretores, em Foz do Iguaçu.
Armando Vergilio afirmou ainda que não gosta do termo “seguro pirata” para designar o que prefere de chamar de “produtos marginais” comercializados por entidades e cooperativas. Ele lembra que os brasileiros, em geral, não rejeitam a compra de produtos piratas e que, na verdade, aquelas vendas ferem as leis vigentes, estando, portanto, “na marginalidade”.
A respeito do fim da expedição da carteira do corretor, Armando Vergilio disse que essa medida foi fruto de uma lamentável “decisão política” da gestão anterior da Susep, mas espera avanços efetivos sob o comando de Roberto Westenberger. “Esperamos muito tempo. Agora, temos um projeto de lei, de autoria do deputado Lucas Vergilio, que regulamenta a obrigatoriedade de expedição da carteira do corretor”, observou.
Sobre a comissão criada para tratar do papel do corretor no ramo Saúde, Armando Vergilio explicou que a intenção é “corrigir uma falha”, que é a falta de regulamentação específica para a atuação desses profissionais no segmento.
O presidente anunciou ainda uma grande novidade sobre o Congresso dos Corretores: a confirmação da palestra do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa na solenidade de abertura do evento. “Ele vai falar sobre o comportamento ético nos Três Poderes”, adiantou.
No final do encontro, Armando Vergilio recebeu uma comenda das mãos de Jayme Torres e de Amilcar Vianna, como forma de agradecimento pelos serviços prestados ao mercado.
O evento contou a participação de diversas lideranças dos corretores de seguros, incluindo os presidentes do CVG-RJ, Marcelo Holanda; da Escola Nacional de Seguros - Funenseg, Robert Bittar; da Associação dos Corretores de Seguros da Baixada Fluminense, Roberto Cabral; do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros (Ibracor); Paulo dos Santos; e do Sincor-GO, Joaquim Mendanha.
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