October 1, 2015
Aconteceu nesta quarta-feira, dia 30, o I Encontro de Responsabilidade Civil Geral, organizado pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O evento durou todo o dia e teve painéis com a participação de especialistas do mercado que atuam em corretoras de seguros e resseguros, seguradoras, resseguradoras, advogados especializados, consultores e também segurados.
O seguro de responsabilidade civil é um ramo independente, que pode ser contratado por pessoas físicas ou jurídicas, e tem por objetivo reembolsar as quantias despendidas pelo segurado na reparação de danos, de natureza material ou corporal, causados a terceiros. Coberturas semelhantes podem ser adquiridas, de forma menos completa, por meio de outros seguros, como o residencial.
No primeiro painel o tema discutido foi “Conceitos gerais do seguro de responsabilidade civil geral”. O painel contou com a participação de Álvaro Dabus, da AD Corretora; do advogado Walter Polido, da Polido e Carvalho Consultoria; Felippe Barreto, advogado, Gutemberg Resende Viana, gerente da Chubb e professor da Escola Nacional de Seguros e como mediador, Robert Hufnagel, vice-presidente da Berkley Seguros.
Gutemberg destacou que há um crescimento na carteira de responsabilidade civil. Segundo ele, entre as razões é que o corretor tem buscado alternativas de sair das carteiras tradicionais.
Já Álvaro Dabus lembrou que ao se tornar um especialista, o corretor é visto com diferencial pelo cliente. Para ele uma série de fatores colocou o seguro de RC em destaque. “Houve crescimento no mercado de seguros e a carteira de responsabilidade civil seguiu essa tendência”, analisou. Além disso, ele acrescentou que o movimento da economia ajudou a população a ter um poder aquisitivo maior. “A sociedade evoluiu, o consumidor passou a se preocupar com o que ele tem”, disse.
Para o advogado Felippe Barreto, o fato mais importante para o crescimento do RC é o fator social de exercício da cidadania. “Todo mundo reclama de tudo. Há quem enxergue o reclamar como forma de resolver os problemas financeiros à custa dos outros, por isso é importante estar coberto”, alertou. Além disso, ele destacou que não há como falar de responsabilidade civil sem passar pelo Direito, por isso a formação é importante. “O Direito é dinâmico, temos situações que as apólices não cobrem”, afirmou.
Na opinião de Walter Polido, o mercado de RC “cresce apesar do mercado”, brincou. Segundo ele, hoje é muito comum em outros países uma empresa, ao contratar outra, pedir uma apólice de RC. “Dizer que o mercado responde a esse avanço, infelizmente não posso dizer, hoje na crista da onda está a vítima, alguém tem que pagar a conta. Na Europa existe até um certo exagero de seguros obrigatórios de responsabilidade”, analisou. Ele não acredita que o formato de seguros obrigatórios pudesse funcionar no Brasil.
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