November 18, 2015
Muitas pessoas no Brasil tem gasto dinheiro para comprar seguros para os seus celulares. Hoje, acredita-se que já existam cerca de 2,8 milhões de smartphones protegidos por seguros de roubo, furto qualificado, dano acidental e garantia estendida. O que conseguimos perceber é que a base numérica foi triplicada em 2015, um ano em que vivemos uma crise econômica, que obriga consumidores a prorrogarem seus planos de troca de smartphones, e, logo, acabam protegendo seus aparelhos atuais; um aumento dos casos de roubo e furto de smartphones e por fim, um esforço maior do varejo em vender seguros de forma a compensar em parte a queda nas vendas de smartphones este ano. Cerca de 70% das apólices são contra roubo e furto qualificado, mas o seguro contra dano acidental é o que cresce mais rapidamente no País.
Nós aqui do TudoCelular já falamos sobre a chegada da Apple Care no Brasil, que só deve fazer aumentar estes números. As informações partem da Conecta, empresa que gere os principais programas de seguros para celulares do País, incluindo aqueles da Vivo, da TIM, da Oi, da Nextel, das Casas Bahia, da Fast Shop, da Motorola, da Microsoft e do Bem Mais Seguro, para citar apenas alguns deles, além da sua marca própria, a Seguro Celular. Segundo a empresa. ela é responsável hoje por uma base de 2,5 milhões de smartphones segurados, o que representa 90% do mercado brasileiro. Há apenas um ano atrás esse número era bem menor, cerca de 800 mil aparelhos, as coisas mudaram depois que a Conecta fechou uma série de parcerias com varejos regionais de médio e pequeno porte, que antes não ofereciam seguros.
Para a conecta, o potencial de crescimento deles é enorme, independentemente da crise. Hoje, menos de 5% da base de celulares ativos no Brasil está protegida por seguro. Entre automóveis, a penetração é de 70%. A meta da Conecta é chegar a 2018 com 10 milhões de aparelhos segurados.
“O Brasil é hoje o segundo país com maior volume de celulares roubados no mundo, atrás apenas da Índia. No primeiro trimestre, o volume de sinistros no Brasil gerenciados pela Conecta foi 54% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Isso não provoca, contudo, um aumento no custo do seguro, porque a base de segurados está crescendo mais rapidamente. Ao contrário: a tendência é de queda futura do preço da apólice, por conta do ganho de escala com a base. Atualmente, o seguro de smartphone custa entre 23% e 25% do valor do aparelho,” avalia o diretor comercial e de marketing da companhia, Rodrigo Passos. O modelo com maior quantidade de apólices de seguro no Brasil ainda é o iPhone, por conta do seu preço e da sua atratividade para os ladrões. Porém, vem aumentando a procura de seguros para aparelhos de gama média e média alta em Android. Muitos compradores do Moto G, da Motorola, o aparelho mais vendido do Brasil, têm levado junto um seguro, exemplifica o executivo.
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