August 18, 2016
O reaproveitamento de peças de automóveis batidos ou recuperados por seguradoras foi normatizado em 2014 pela lei dos desmanches. Segundo a Susep (Superintendência de Seguros Privados); há um sistema de cadastro para garantir que os componentes tenham controle de origem.
O Brasil não é o primeiro país a regulamentar as peças usadas. Essa prática é comum na Europa, com motivação ambiental. Lá, as seguradoras são incentivadas a fazer o reaproveitamento na tentativa de evitar mais emissões de gás carbônico e poluição ao se produzir novas partes.
Nem todo carro pode ter componentes reaproveitados. A resolução 530 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito); publicada em 2015, determina que “veículos incendiados, totalmente enferrujados, repartidos ou em péssimas condições” devem ser encaminhados para destruição como sucata.
Quem tem na garagem um automóvel nessas condições precisa providenciar a baixa permanente do registro junto ao Detran. O que restou do bem deverá ser encaminhado a um desmanche credenciado pelo órgão.
Os veículos não podem ser abandonados em via pública. Além de bloquear o espaço e causar risco ambiental, esse ato é uma infração administrativa, punida com multa e remoção do carro.
Para efetivar a baixa, o proprietário do veículo deve entregar ao Detran as partes do chassi que contêm o número de identificação, as placas e o CRV (Certificado de Registro de Veículo); conhecido como documento de compra e venda. Será emitida uma certidão da baixa permanente.
O procedimento só pode ser feito após quitação de todos os débitos existentes, sejam impostos ou multas. As instruções estão disponíveis no portal www.detran.sp.gov.br.
Nada se perde O que pode ser feito com as partes de um carro que parou de rodar
Aço: no Brasil, o retalho que sobra nas linhas de produção é devolvido à usina; em países em que há programas de reciclagem, o metal de automóveis que não rodam mais também voltam ao fornos da siderúrgicas.
Bateria: o chumbo pode servir de lastro para navios.
Pneus: a borracha pode servir para a construção de paredes anti-ruídos ou aproveitada na produção de asfalto.
Óleos: são tratados para serem utilizados como combustível na indústria ou mesmo reaproveitados como lubrificante.
Bancos: as espumas entram na composição dos tapetes, a maior parte dos plásticos (que vêm das fivelas) se tornará carenagem ou recipientes para as baterias.
Polímetros (partes plásticas): um pára-choque pode ser triturado e se transformar em uma proteção para a caixa de rodas. Como não é aparente, não é necessário que não tenha marcas.
Catalisador: a peça que funciona como filtro tem sua colmeia composta por metais nobres, que podem ser remanufaturados em empresas especializadas.
Vidro: convertidos em garrafas ou vitrais para prédios.
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