November 24, 2014
Mesmo com a economia em ritmo lento, o diretor-executivo da Bradesco Seguros, Marco Antônio Gonçalves, avalia que há nichos importantes de mercado com oportunidades de negócios para os corretores de seguros. Embora otimista, reconheceu que haverá muitos desafios a vencer em 2015. E lembrou que o ajuste fiscal poderá impactar ainda mais o crescimento do País, como preveem alguns economistas.
Para ele, o importante é que o mercado segurador cresce em média quatro vezes mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Mas a estimativa é que a indústria do seguro feche 2014 apresentando expansão em tomo de 10%. “É muito acima das projeções feitas para o PIB no ano”, emendou Marco Gonçalves, ao participar de um encontro no Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ).
Na sua avaliação, as perspectivas para o setor são desafiadoras, mas boas. Entre os nichos de negócios que o executivo vislumbra para os corretores está o seguro popular para automóveis com mais de cinco anos de uso, cuja aprovação pelas autoridades ele prevê “para breve”. Outro campo de oportunidades interessante citado por ele está no segmento das pequenas e médias empresa (PMEs).
“Existe uma preocupação das empresas com os seguros de benefícios para os seus funcionários, que devem ser explorados pelos corretores. Mas, a maioria dos empresários não se preocupa com o seguro patrimonial. Se houver um incêndio na empresa perde-se o patrimônio e a receita que mantém os benefícios aos empregados, deixando dezenas de famílias desamparadas sem ter como dar continuidade aos seus negócios”, explicou.
Na análise de Marco Gonçalves, a previdência complementar aberta também deve ser explorada pelos corretores. “Hoje – disse – quem vende plano de previdência, em sua grande maioria, são os bancos”. À medida que a população envelhece e que a expectativa de vida em 2050 será de aproximadamente 80 anos no Brasil, precisamos estar preparados para esta realidade”.
Ele alertou para essa questão acrescentando que caso os clientes de hoje não tenham condições de complementar renda no faturo, o setor de seguros o perderá. Segundo Gonçalves, é necessário criar condições financeiras para que eles continuem no mercado como clientes.
É tal realidade que se impõe, na avaliação dele, à medida que a pirâmide populacional brasileira começa ase inverter, aproximando-se de um novo formato onde o topo, representando as pessoas com mais de 60 anos, cresce rapidamente enquanto a base, composta por pessoas com menos de 60 anos, encolhe.
Tecnologia
Outro tema abordado pelo executivo para reflexão dos corretores foi a busca do cliente pela sua conveniência. “É ele que decide com quem vai falar e como deseja comprar o produto. Sabemos que as pessoas entre 24 e 30 anos querem resolver tudo pela internet. Dizem que nós somos multicanais, mas o cliente é que é multicanal, ele escolhe onde e como quer comprar”, destacou.
Nessa linha. Marco Antônio Gonçalves assinalou que os bancos já estão nos smartphones e que o seguro tem muito a avançar. Lembrou, por exemplo, que o setor hoje fez a transmissão de suas operações online, mas a legislação exige que o arquivamento seja da proposta física. Ele aconselhou também os corretores a se prepararem para atender as necessidades de longevidade e de mobilidade dos consumidores de seguros.
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