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Longevidade já se reflete no ramo de pessoas

O mercado de seguro de pessoas no Brasil já está sendo muito impactado pela longevidade. A afirmação é do ...



July 1, 2018

O mercado de seguro de pessoas no Brasil já está sendo muito impactado pela longevidade. A afirmação é do diretor de Marketing da Mongeral Aegon, Nuno Pedro David. “A longevidade não é uma questão de futuro, e sim de presente. É um fato que estamos vivendo cada vez mais. Nos últimos 35 anos, a esperança de vida ao nascer aumentou 12,8 anos, chegando a 75,4 anos em 2015. Então, as seguradoras têm o desafio atual de desenvolver soluções compatíveis com esta realidade”, alerta o executivo, em entrevista ao portal do SindSeg/SP.


Segundo ele, é fundamental desenvolver instrumentos para fazer uma precificação cada vez mais compatível com as novas realidades do conhecimento que começam a chegar à vida cotidiana.


Nuno David acrescenta que as inovações tecnológicas também se refletem fortemente no segmento de seguro de vida. Nesse cenário, as seguradoras correm contra o tempo para se adequarem.


A Mongeral Aegon, por exemplo, já iniciou uma série de ações, como o Insurtech Innovation Program, desenvolvido em parceria com a PUC-Rio e com o IRB Brasil RE, na qual mais de 20 pessoas trabalham com um único objetivo: desenvolver soluções práticas que resolvam problemas de algumas empresas ao mesmo tempo em que aprendem. “Estamos também realizando testes avançados com machine learning para o processamento do pagamento de benefícios. Isto nos permite reduzir ainda mais o seu tempo de pagamento para segurados e beneficiários”, revela.


Há ainda estudos sobre a crescente evolução da medicina genética e como ela poderá impactar o dia a dia das seguradoras. A aposta nesse ramo da medicina é importante pela sua importância no diagnóstico e tratamento precoce de doenças, o que trará enormes oportunidades e desafios para o mercado de seguros.


O novo cenário traz desafios, mas também oferece uma série de novas oportunidades para o seguro de vida, particularmente. A primeira e principal delas é a longevidade, pois as pessoas estão vivendo mais e precisam se preparar financeiramente para essa realidade.


A segunda razão diz respeito ao mercado. Estima-se que apenas 4% dos lares brasileiros tenham seguros de vida. Esse percentual salta para 70% nos Estados Unidos.


O terceiro ponto é relacionado à cultura. “A crise econômica e a proposta de reforma da previdência pública mostraram ao brasileiro a necessidade que cada indivíduo tem de assumir as rédeas do próprio futuro financeiro”, salienta o executivo da Mongeral Aegon.


Quanto aos futuros desafios, ele aponta a necessidade de desenvolver produtos e soluções cada vez mais modernos e adequados às necessidades da população brasileira. Para tanto, será fundamental para as seguradoras manter o diálogo cada vez mais próximo com a Susep, visando a desenvolver inovações. “Outro ponto é que os produtos acompanhem não apenas a longevidade, mas a volatilidade econômica comum no mercado brasileiro. O que não faltam são desafios e oportunidades”, conclui David.





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