December 12, 2014
Café da manhã com jornalistas em São Paulo conta com a presença de dirigentes da Federação
A FenaSaúde organizou em 10 de dezembro, em São Paulo, um encontro com jornalistas dos principais veículos de comunicação do Brasil. Representando a Federação estiveram presentes seu presidente, Marcio Coriolano; o diretor executivo, José Cechin; e o gerente-geral, Sandro Leal, que apresentaram um balanço de 2014, a agenda da FenaSaúde para 2015, bem como as perspectivas do mercado para o próximo ano.
De acordo com eles, o crescimento do setor deve ficar entre 2,7% e 3,3% em 2015. Os níveis estáveis de emprego e renda da população, assim como a inserção de planos de saúde em regiões fora do eixo Sudeste favoreceram a expansão do segmento. "A ampliação da fronteira com o crescimento de planos de saúde no Norte, Centro-Oeste e Nordeste explica também a sustentação desse crescimento. A taxa de desemprego não está aumentando e as pessoas estão mantendo seu nível de renda", explicou Coriolano, ao ser questionado sobre o impacto do aumento do desemprego em meio a um movimento de demissões em 2015, principalmente, do setor automobilístico.
Coriolano também explicou que, em 2015, provavelmente haverá maior equilíbrio entre despesas e receitas da Saúde Suplementar. "Este ano tivemos piora da sinistralidade e, com isso, a lucratividade diminuiu, mas as estratégias adotadas pelas seguradoras e operadoras como negociação com prestadores de serviços e gestão dos planos devem garantir um ponto de equilíbrio muito mais alto no setor de saúde".
O VGBL Saúde foi tema abordado no encontro. José Cechin ressaltou a viabilidade da proposta, que tem o objetivo de ajudar a cobrir os gastos assistenciais de aposentados. A FenaSaúde espera que em 2015 o projeto de criar um plano de previdência com destinação de recursos para a saúde e isenção de imposto de renda, o chamado VGBL Saúde, avance, ainda que pese um maior aperto fiscal por parte do governo. "O impacto fiscal é muito pequeno perto dos benefícios deste produto. É perfeitamente factível colaboradores e empresas contribuírem para um plano que vai ajudar a custear os custos de saúde de pessoas quando deixarem o mercado de trabalho", explicou Cechin.
Alguns veículos publicaram matérias sobre a entrada de novas companhias no setor de Saúde Suplementar. "É preciso escala para diluir risco. Essa necessidade faz com que o mercado brasileiro não tenha novos entrantes. No passado, o transplante era um risco catastrófico, do ponto de vista técnico, hoje é um procedimento recorrente", avaliou o presidente da FenaSaúde.
A tendência é de adesão das companhias já consolidadas, como ocorreu com a Mapfre, comentou Coriolano, comemorando o ingresso da seguradora espanhola no seguro saúde. Outras companhias como, por exemplo, a americana Metlife já demonstraram interesse em passar a atuar no segmento de saúde.
Abordado a assunto da judicialização da saúde, a opinião da FenaSaúde é de que o processo beneficia uma elite consumidora, porque garante, por meio de liminares, procedimentos e coberturas não previstos em acordo comercial. Ainda segundo a Federação, os desafios que o setor possui e deve levar para os próximos anos são os gastos com a judicialidade e a inflação médica. "Mesmo sendo alto o valor das despesas judiciais, a discussão não deve ser em cima do gasto", enfatiza Coriolano. Segundo o especialista, mesmo que pareça uma batalha contra as operadoras, essa discussão privilegia poucos e esse deve ser o foco da discussão. "É uma luta elitizada", explica o presidente da entidade. Segundo ele, quem ganha são as pessoas que possuem condições de pagar gastos judiciais e não quem está realmente precisando. "Devemos criar um modelo de gestão que seja sustentável que beneficie todos", completa.
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