Bradesco, Itaú e Santander se comprometem a importar 5 milhões de testes rápidos para detecção da doença, além de tomógrafos e respiradores.
Em uma iniciativa inédita, os três maiores bancos privados do Brasil – Bradesco, Itaú e Santander – uniram esforços para apoiar as autoridades de saúde no combate à propagação da Covid-19 no País. As instituições assumiram a responsabilidade de importar e doar 5 milhões de testes rápidos de detecção da doença, além de equipamentos médicos, como tomógrafos e respiradores, observando as orientações do Ministério da Saúde e a disponibilidade no mercado.
A doação tem como objetivo apoiar os esforços de profissionais de saúde neste momento desafiador na luta contra a disseminação do novo coronavírus, quando, de acordo com especialistas, a testagem em massa da parcela da população com suspeita de contágio será decisiva para a superação da crise. Da mesma forma, os tomógrafos permitem identificar a gravidade dos casos e os respiradores salvam as vidas dos doentes com complicações pulmonares.
A decisão de iniciar a ação conjunta foi tomada nesta quarta-feira pelos presidentes dos três bancos – Octavio de Lazari Jr., do Bradesco, Candido Bracher, do Itaú, e Sérgio Rial, do Santander Brasil –, que conversaram sobre a melhor maneira de contribuir para mitigar os efeitos da pandemia.
A primeira medida prática foi a formação de uma força-tarefa, composta por profissionais de cada uma das instituições, que definiu, sob orientação do Ministério da Saúde, a logística mais eficiente para a importação dos kits de testagem e dos equipamentos.
Segundo o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, a união entre os bancos foi rápida e simples, pois todos defenderam a ideia de uma resposta efetiva e conjunta de forma simultânea. “Este é um momento difícil e desafiador, de escolhas complexas. Por essa razão, a união de esforços é o caminho viável para a superação desse ciclo de dificuldades. É isso o que representa a doação conjunta que estamos fazendo, um gesto de efeitos práticos para o combate do novo coronavírus, cuja relevância maior é o seu significado de que juntos somos mais fortes que qualquer crise, seja a da pandemia ou a dos efeitos econômicos dela resultantes”, afirmou Lazari.
Foto: IstoÉ Dinheiro | Claudio Gatti
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